Meu nome é Pedro Augusto, Tenho 19 anos, sou acadêmico do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), estou no segundo ano do Curso e sou integrante do Projeto de Extensão Foca Foto.
Começo este portfólio mostrando as coberturas fotográficas que eu fiz dos jogos da equipe do Caramuru Futsal que representa a Cidade de Castro na primeira fase do Campeonato Paranaense Série Bronze no Ginásio Padre José Pagnacco em Castro
Decidi fazer este portfólio para mostrar os bastidores da cobertura esportiva de futsal na visão do jornalista esportivo em uma cidade do interior que não tem o futebol profissional como esporte que movimenta a cidade.
As experiências que eu obtive foi conversar com os atletas e treinadores das equipes para conceder entrevistas coletivas após as partidas realizadas e também com os torcedores.
Para mim, esse portfólio representa um marco histórico na minha carreira profissional onde tenho oportunidade de fazer cobertura jornalística da equipe de futsal da minha cidade
Texto: Pedro Augusto
Fotos: Pedro Augusto
Revisão: João Pedro Souza
Supervisão: Paulo Rogério de Almeida
Iniciativa que incentiva adoção responsável segue até dezembro
Quem passou pelo Lago de Olarias no último sábado (1), além do movimento habitual, encontrou cães à espera de um novo lar. A ação, promovida pelo Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Ponta Grossa (CMPDA-PG), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, iniciou às 13h e seguiu até 18h, chamando atenção de quem passava próximo ao local.
A campanha de adoção trouxe apenas cães neste 3º evento. A organização optou por não inserir os gatos devido a incompatibilidade das espécies. Nicoly Fernandes Ribeiro conta que ficou sabendo da feira pelo esposo. “Meu marido é motorista de aplicativo e levou uma passageira que estaria aqui, então vim conhecer os animais e adotar um”. Ela ainda conta como se sentiu ao escolher sua companheira: estava olhando ela desde a hora que estávamos estacionando o carro, ela se destacou no meio das outras, eu senti um amor e carinho por ela”, comenta.
A organização, saúde dos animais e também o trabalho voluntário foram tópicos que ajudaram cada vez mais na campanha.“Primeiro nos preparamos, ajudamos nas vacinações, auxiliamos a chamar mais cachorros para adoção por meio das ONGS e cadastramos cada cachorro para manter o controle de quem é adotado ou não”, destaca a estudante de zootecnia, Camila Aparecida .
A protetora independente de animais e cuidadora de idosos, Franciele da Silva Rodrigues explica como funciona o processo de adoção: “fazemos uma entrevista, perguntamos se a pessoa tem um outro animal, qual vínculo ela tem com os cães, se tem ou se teve animal de estimação, falamos sobre receber um novo animal e a castração - até porque o objetivo é fazer o animal sair de um ambiente pior para um melhor”.
As ONG’s presentes eram: Grupo Fauna, Associação Vida, Canil Lar, SOS Bichos e a Associação Protetora dos Animais de Ponta Grossa (APAPG) com diversas raças de cães e diferentes idades.
A feira teve sua primeira edição dia 11 de julho e tem seguido de forma quinzenal, com previsão de acontecer até o final do ano. Até agora 12 cães foram adotados nas feiras.
Texto: Kauã Arving da Silva e Emanuelle Nunes
Fotos: Kauã Arving da Silva e Emanuelle Nunes
Revisão: Jeniffer Iara
Supervisão: Aline Rosso
Campanha de segurança aquática mobiliza mais de 3,5 mil pessoas na cidade

Na última sexta-feira (31), na Arena Multiuso de Ponta Grossa ocorreu o encerramento da Semana Municipal de Prevenção e Combate ao Afogamento. O evento é promovida pela Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Esportes (SMESP), em parceria com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) e o Corpo de Bombeiros e faz alusão ao Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, celebrado em 25 de julho. A campanha de segurança aquática fechou suas atividades com um marco histórico:mais de 3,5 mil pessoas alcançadas diretamente, o maior público registrado nos três anos de realização do evento.
Exposição de veículos antigos marcou as comemorações de São Cristóvão em PG
No último sábado (25), foi celebrado o Dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas e viajantes segundo a tradição católica. Em comemoração à data, a Paróquia São Cristóvão, localizada no bairro Oficinas, realizou a 1ª Exposição de Carros e Caminhões Antigos. O evento reuniu a comunidade em uma tarde de confraternização com exibição de veículos, praça de alimentação e música ao vivo com a banda de rock The Djanhos.
Armaduras, espadas e vestimentas de época tornaram espaço do Arraieval na Idade Média
Na tarde do último sábado (18), o grupo responsável pelo “Carnafolk” promoveu a segunda edição do Arraiá Medieval. Iniciado às 14h, o Rancho do Tuto recebeu admiradores e visitantes de diferentes idades para uma programação dedicada à cultura que é representada pela sétima arte. A proposta do evento foi transportar o público para o universo medieval por meio de atividades temáticas, gastronomia e caracterizações, mas sem deixar de lado referências às tradicionais festas julinas.
Quando se pensa na cultura medieval, na hora pensasse muito em criações da literatura e cinema e atrelado à fantasia. A obra Senhor dos Anéis pode ser considerada a melhor nas duas linguagens, com os livros tão bem reconhecidos a ponto de virar filmes multi-vencedores do Oscar. Muitas referências eram vistas no espaço tomado por elfos, cavaleiros, lobisomens, ferreiros, cartomantes, bruxas, plebeus e camponeses. Com atividades dinâmicas à todos, o apelidado “Arraieval” teve arquearia, luta com espadas, machados e lanças, oficina de como treinar o seu dragão, cadeia, concurso de trajes, oficina de forja e torneio de combate. Além disso, havia vários expositores presentes, desde cartomancia à venda de produtos antigos e garraduendes.
Os demonstradores e amigos Igor e Leonardo donos da marca de hidromel Nascente de Midgard, conhecida como a bebida mais antiga do mundo e como o néctar dos deuses, contam que iniciaram nesse ramo como um hobby e que esta foi a primeira vez que realmente trabalharam vendendo o produto e tiverem um ótimo retorno. “Nós conversamos sobre isso pela primeira vez em um bar, pensando por qual motivo não tinha hidromel para vender aqui em Ponta Grossa. O Leonardo tem uma nascente de água na fazenda dele, e eu descobri como fazer a bebida; encontramos os tipos de mel e começamos. Nossos amigos adoraram, fizemos uma primeira leva para venda e esgotou muito rápido e decidimos que tínhamos que aumentar a produção e hoje estamos aqui na ‘nossa’ primeira feira”.
Para a visitante e assistente social Letícia Rodrigues Pereira, o arraieval foi uma atividade diferente das que são apresentadas na cidade. “Essa foi a primeira vez que eu fui em um evento com tema medieval, eu tive o interesse de conhecer porque é algo diferente e como eu tenho uma filha pequena eu achei que seria interessante mostrar para ela o pessoal fantasiado”. Letícia também fala sobre a animação do público presente e da organização do evento. “Achei o pessoal da organização e quem estava ali, muito animado, receptivo e educado”.
Além das experiências, as vestimentas e fantasias contam histórias. Klaus Kugler Santos, engenheiro civil, relata que seu interesse vem desde pequeno. “Desde criança, sempre gostei. Principalmente com O Senhor dos Anéis até os jogos de role play de mesa (RPG). Sempre foi algo muito presente na minha vida”, recorda. Menos difundido entre meros mortais, os jogos de interpretação, também chamados de RPG’s, são mais títulos bem quistos entre apreciadores de obras medievais. O pioneiro dessa classe foi Dungeons & Dragons (D&D) e popularizou os RPG’s. O clássico se consolidou tanto na cultura geek que se tornou uma animação (Caverna do Dragão no Brasil), além de ser referenciado na série Stranger Things e inspiração para demais RPG’s, como o brasileiro A Lenda de Ghanor. O engenheiro foi ao evento como cavaleiro templário, com direito a Surcoat branco (capa vestida por cima da armadura), com uma cruz pátea vermelha e manto escuro, que faz referência a ordem militar que existiu do século XII até o século XIV, além de uma réplica em madeira de uma espada longa do mesmo período. Os primeiros eventos em que Klaus esteve presente foram após a pandemia. “Teve o primeiro ‘Carnafolk’ e a Feira Medieval de Carambeí. Esse deve ser o quinto por aqui pelas minhas contas”, detalha.
Já o professor e idealizador do encontro, Henrique Gabriel Gutierrez, conta como surgiu a inspiração para criar o seu próprio evento temático. “Eu sempre gostei da era medieval, desde criança, jogava jogos e assistia a filmes sobre essa época e, em 2016, eu participei da Feira Medieval de Carambeí como voluntário; quando o evento acabou, eu pensei ‘e se eu fizer a minha própria feira?’ e assim surgiu a primeira edição em 2024", relata. Além dessa edição, são realizadas outras durante o ano, sendo elas o Carnafolk PG em Março e o Halloween em Outubro. “É um público bom e fiel, e como sempre é um momento muito legal. Desta vez, esperamos 150 a 200 pessoas mais ou menos. Nós vamos continuar fazendo eventos bons e divertidos, com uma expectativa cada vez maior”, afirma.
A cosplayer e vendedora Amanda Rogoski, vestida de elfa, relata como se sente ao participar e prestigiar eventos temáticos. “Eu me sinto muito feliz porque é um ambiente muito alegre e acolhedor. Isso é bom porque várias pessoas ficam pedindo foto e se inspirando na gente, sabe? É uma coisa que eu amo fazer”.
Histórias, referências e obras como essas colaboram para dar vida a eventos como foi o Arraieval, onde cada vestimenta e experiência te transportam para outros tempos em uma imersão que faz horas passarem como poucos minutos. Após poucas atrações experienciadas, logo se notava o pôr do sol que antecedia as atrações noturnas e que selava um dia marcado na memória de muitos.
Texto: Emanuelle Nunes, Matheus Fornazari e Maria Eduarda Almeida
Revisão: Jeniffer Iara
Supervisão: Paulo Rogério de Almeida
Fotos: Emanuelle Nunes, Matheus Fornazari e Maria Eduarda Almeida
Durante cinco dias, os cidadãos de PG presenciaram a pintura de um espaço antes marcado pelo cinza
Nos dias 1°. e 5 de julho, a Trincheira da Avenida Ernesto Vilela em Ponta Grossa recebeu 24 artistas de diversas partes do país, vindos com o objetivo de trazer uma nova perspectiva sobre a cultura do grafite para a cidade. O trabalho foi realizado pelo Circuito Arte Rua, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Ponta Grossa.
O evento reuniu expositores locais, entidades sociais e integração entre comunidade e artistas
Movida pela participação de artesãos, empreendedores e visitantes, a primeira edição da Feira Barão Turismo & Arte destacou o potencial de eventos culturais voltados à economia criativa. Realizada no último sábado (4), na praça Barão do Rio Branco, a feira reuniu apresentações culturais, food trucks, feira de adoção de animais, exposição do Corpo de Bombeiros, serviços de aferição de pressão arterial, além da exposição e comercialização de produtos artesanais.
Evento continua até domingo com voos competitivos e contemplativos, balões especiais, praça de alimentação, brinquedos e apresentações musicais

Na tarde desta última sexta-feira, iniciou-se a programação do 4°. Festival de Balão na cidade de Ponta Grossa. O evento é aberto para o público prestigiar e ver como funcionam os balões.
Evento reuniu mais de 20 mil pessoas para prestigiar tradição, cultura e memória
Algumas viagens não terminam quando o motor é desligado e para quem passou pelo Centro neste final de semana deve ter percebido uma grande movimentação em frente ao Sesc Estação Saudade. Ponta Grossa foi palco do famoso Festival Rota 01 de Moto Turismo, que marcou presença nos dias 4 e 5 de julho com muita música, comida, stands, atrações, motoclubes, gincanas, bandas e um cenário composto por diferentes modelos de motos.
Feira movimenta condomínio e incentiva pequenos empreendedores
Acostumados com a rotina cotidiana de entrada e saída de casa, os moradores do condomínio Poente vivenciaram uma tarde de sábado diferente. As áreas comuns deram lugar a uma feira de pequenos empreendedores de produtos artesanais, acessórios, semijoias, roupas, comidas, decorações, produtos domésticos, papelaria, entre outros.
O evento reuniu fé, show de evangelização e solidariedade, com renda destinada à construção da Capela São Bento
A Paróquia Santa Isabel de Portugal encerrou, no último domingo (5), a primeira edição da Festa das Tendas, realizada entre os dias 27 de junho e 5 de julho, em Ponta Grossa. Em seus primeiros meses de caminhada, a paróquia, aberta em dezembro de 2025, reuniu fiéis em uma programação marcada por celebrações, show de evangelização, gastronomia e momentos de convivência. Toda a renda arrecadada com o evento será destinada à construção da Capela São Bento.
À frente da paróquia, o pároco padre Pedro conduziu a programação religiosa ao longo dos nove dias. A abertura da festa teve a presença do bispo diocesano, Dom Bruno Eliseu Versari, que presidiu a celebração no primeiro dia. Entre os destaques também esteve o show de evangelização da dupla Álvaro e Daniel, conhecida em todo o Brasil por seu trabalho na música católica.
Além das missas diárias, a programação incluiu praça de alimentação, apresentações culturais, bingos e o tradicional Show de Prêmios. Os participantes concorreram a um smartphone, um televisor de 75 polegadas e uma scooter elétrica, atrações que movimentaram o público durante o encerramento da festa.
O sucesso da primeira edição também foi resultado do trabalho dos voluntários. Bárbara Senna, participou da organização das doações de brinquedos e serviu na barraca da pescaria. Para ela, viver esse momento foi motivo de alegria. “Servir é uma forma concreta de viver a nossa fé e colocar em prática o ensinamento de Cristo sobre amar e cuidar do próximo. Ver a comunidade se formando e celebrando unida nessa nova fase é gratificante.”
E quem visitou a festa pela primeira vez, saiu impressionado. O estudante Nycolas Vinicius do Valle contou que a experiência foi diferente de tudo o que já havia vivido em festas de paróquia. “Eu nunca tinha ido à Santa Isabel e me surpreendi demais. Foi uma experiência totalmente diferente de qualquer outra festa de paróquia que eu já participei. O momento das apresentações no palco, a missa e a homilia me marcaram muito.”
Mais do que uma festa, a primeira edição da Festa das Tendas marcou um momento importante na história da Paróquia Santa Isabel de Portugal. A celebração reuniu pessoas de diferentes comunidades, fortaleceu os laços entre os fiéis e deu mais um passo na construção da identidade da mais nova paróquia da Diocese de Ponta Grossa.
Texto: João Gabriel e Maria Eduarda Almeida
Fotos: João Gabriel e Maria Eduarda Almeida
Revisão: Matheus Fornazari
Supervisão: Paulo Rogério de Almeida
A mostra apresenta obras e a trajetória da maior referência em Arte Naïf de Ponta Grossa
A exposição “João Pilarski: a Arte Naïf no Paraná” teve sua abertura na última terça-feira (10), na galeria da Proex, próximo à Catedral Sant’Ana. A exibição é resultado de uma curadoria minuciosa realizada pela professora Patrícia Camera, chefe da Divisão de Cultura e Artes da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Proex - UEPG), e pelo professor Nelson Silva Jr., diretor de Assuntos Culturais da UEPG. As obras expostas são, em sua maioria, propriedade pessoal de familiares ou clientes de João Pilarski, que cederam os quadros com o objetivo de que o artista permaneça sendo lembrado e valorizado.
Nascido em 1929, em Teixeira Soares, João Pilarski passou boa parte de sua vida em Ponta Grossa e retratou os Campos Gerais por meio de pinturas que valorizam a vida rural e a cultura da região. Mesmo com dificuldades de mobilidade resultantes de uma doença degenerativa, Pilarski dedicou sua vida à arte e criou um estilo próprio, que mescla cores vibrantes com traços delicados e ricos em detalhes. João é referência nacional e internacional em Arte Naïf, caracterizada pela produção artística realizada a partir da observação empírica e referências culturais do próprio autor, e reúne exclusivamente artistas autodidatas. Sua obra tem grande relevância mesmo após seu falecimento em 2004 e as pinturas estão espalhadas mundo afora, somando cerca de quatrocentos quadros.
O professor Nelson Jr. comenta que foi enriquecedor realizar o trabalho de curadoria dos quadros e conhecer detalhes da trajetória de um artista tão emblemático de nossa região. “Você conhece um artista a partir da sua obra. Mas quando começamos a pesquisar e encontramos os familiares que contam tantas histórias, é uma viagem nesse universo da produção artística. Isso é muito rico, e é uma experiência única”, relata. O professor explica que a exposição foi idealizada com o objetivo de valorizar a arte local, e de levar ao conhecimento da população um artista que tem uma real importância na história da arte brasileira. “Muitas pessoas de Ponta Grossa não sabem quem foi João Pilarski. Esse é o momento que vamos conseguir falar sobre ele”, complementa. A pesquisa também é realizada para a produção de um livro sobre a obra de Pilarski, ainda em desenvolvimento.
Josélia Camargo, sobrinha de João Pilarski, concedeu duas obras do artista para a exposição e compareceu à abertura junto a outros membros da família para representá-lo. Ela mantinha uma relação próxima com o tio e conta que ele foi como um segundo pai. Josélia relata detalhes do processo criativo do artista, que necessitava do auxílio dos familiares para a produção das pinturas: “Nós ajudávamos ele a pintar. A gente colocava a tela de ponta cabeça para ele pintar os troncos das árvores, e quando virávamos para o lado certo, estava perfeito”. Ela comenta que o artista nunca se deixou abalar pela sua deficiência e é lembrado como exemplo de superação por toda a família. “Ele nunca tinha tristeza, por mais que tivesse dificuldades. Nós temos que pensar no que ele ensinou para a gente, e não reclamar da vida, como ele nunca reclamou. Ele deu uma lição de vida para todo mundo”, evidencia.
Já a acadêmica de Letras da UEPG, Maria Fernanda Ribeiro, relata que nunca havia tido contato com a arte de Pilarski antes. Apesar de não conhecer as obras, a estudante comenta que a exposição foi muito interessante e que os quadros têm uma beleza incomparável. “Eu achei muito lindo. Tem algumas que eu levaria para casa, se pudesse”, opina.
A exposição revive as obras de um dos artistas mais relevantes de Ponta Grossa e, além dos quadros, apresenta parte da trajetória e da metodologia do pintor, que foi apurada a partir de documentos escritos pelo próprio. Ela estará aberta à visitação até o dia 10 de setembro, reafirmando o valor cultural do trabalho de João Pilarski e dando mais visibilidade à sua arte, uma importante parte da história da arte no município.
Fotos: Maria Eduarda Almeida
Texto: Ana Luísa Runho e Maria Eduarda Almeida
Revisão: Matheus Fornazari
Supervisão: Paulo Rogério de Almeida
Primeira vinda do circo Torricelli a Ponta Grossa atrai famílias e espalha alegria
Após abrir a temporada na noite de sexta-feira (26), o Circo Torricceli segue suas apresentações em sua primeira vinda a Ponta Grossa, encantando o público de quarta a segunda. O circo, localizado na avenida Visconde de Taunay, fica ao lado da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), permanece na cidade até 19 de julho, permitindo que o público prestigie os números de acrobacias aéreas, malabarismo e palhaçaria, além de um “globo da morte” como grand finale por uma estadia mais prolongada.
Na noite de sábado (20), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) realizou a 38° edição do Festival Universitário da Canção. O FUC começou às 19h30 no Grande Auditório do campus central da instituição com 10 canções candidatas aos prêmios da noite, seis de Ponta Grossa, dois de Maringá, um de Paranavaí e um de Foz do Iguaçu, com o repertório musical indo do rock alternativo ao forró, que encantaram a plateia.

Na quarta-feira (18), data em que se celebra o Dia da Imigração Japonesa, a Biblioteca Pública de Ponta Grossa promoveu uma programação especial em homenagem à cultura nipônica. O evento, realizado às 14h, contou com apresentações de cosplayers, oficina de origami e outras atividades voltadas à valorização da história e das contribuições dos imigrantes japoneses para a formação cultural da cidade.
Mostra com pinturas e desenhos explora o processo criativo do artista Fernando Calderari
Na última quarta-feira (10) foi inaugurado no Museu Casa Alfredo Andersen a entrega do projeto Museus Satélites, de autoria de Fernando Calderari, com entrada gratuita ao público. A exposição conta com diversas obras, com artes em quadros, tábuas de madeira e rochas. Segundo a própria descrição do artista, a apresentação das obras busca “revelar o processo criativo do artista entre a composição da observação e a experimentação”.
1º Kampai Matsuri conquista público da cidade
Entre famílias experimentando hot dog coreano, filas para o concurso de cosplay, apresentações artísticas, demonstrações de artes marciais e uma ampla variedade de quiosques com produtos temáticos e comidas orientais, Ponta Grossa recebeu pela primeira vez o Festival Oriental Kampai Matsuri nos dias 6 e 7, celebrando as tradições do Japão, Coreia do Sul e China.
Durante dois dias, o Parque Ambiental deixou de ser apenas um cartão-postal da cidade para reunir a população em um encontro de diferentes expressões da cultura asiática e também mostrar que ela estava presente muito antes do festival. O nome Kampai Matsuri significa “um brinde à festividade” em japonês e expressa o objetivo dos irmãos e organizadores do evento, Alisson Akio e Anderson Rodrigues, de celebrar e unir culturas diferentes, além oferecer experiências diversas para a cidade.
A Associação Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de Ponta Grossa estava presente na festa apresentando várias danças tradicionais. Membro da associação, Maria Eiko Kanda, de 70 anos, comenta a alegria de seu grupo ter sido convidado a se apresentar no festival e as pessoas dançarem juntas. “Eu não esperava que houvesse tanta adesão, que fosse um festival de tanto sucesso e repercussão, fiquei muito surpresa e feliz”. Ela cita a importância de pessoas da terceira idade aproveitarem associações como esta para fugir do sedentarismo cotidiano. “Isso é fantástico, desde que eu ingressei na dança, depois da aposentadoria, eu sempre falo para minhas amigas que ao invés de ficarem em casa de chororô, na frente da televisão, é para irem lá dançar junto e é isso que eu sempre procuro fazer, levar a dança principalmente para as pessoas de mais de 60 anos”.
Para o casal de cosplayers Giovane Ramos e Vitoria Carolina Ramos, vestidos de Goblin Slayer e Malenia, o festival foi ótimo para a cidade e para os fãs de animes e cosplays que normalmente só têm a oportunidade de se apresentar em eventos como o Geektopia. “Deu para ver que o público gostou bastante de tirar foto com a gente e eu acho importante ter essas coisas na cidade, porque não costuma ter, são sempre as mesmas festas”, disse a invencível Malenia.
O casal se conheceu por conta dessa arte/hobby e como já participaram de vários eventos, contaram como surgem as customizações. “Muitas coisas a gente vê na internet, para ver se fizeram algo parecido e se inspirar, mas algumas coisas vem na cabeça do nada, então tentamos fazer e se não der certo, vamos fazer de outra forma”, comenta o obstinado Goblin Slayer.
Uma das apresentações realizadas no domingo foi a do Grupo Kokorozashi Taiko, coletivo fundado em 2003 que costuma se apresentar em Castro com demonstrações do taiko, atividades que envolve esforço físico, atividade musical e grande cognição motora, além da gestão de grupo e habilidades interpessoais. O coordenador do grupo, Renan Yassunori Koike, valoriza o esforço conjunto entre comunidades japonesas e brasileiras com o objetivo de trazer algo que representasse melhor a cultura nipônica. “Como o Taiko era muito presente na história do Japão foi escolhida essa cultura para criar-se grupos no Brasil e nessa época, cerca de 23 anos atrás, foi criado mais ou menos 150 grupos no país e desde então o Taiko se tornou hoje a maior expressão artística japonesa em larga escala aqui, só fica atrás da culinária e da própria língua, como um álbum que ficou remanescente dos imigrantes que vieram”.
Para a policial militar e espectadora do evento Lucinéia Catarina da Rosa, festivais como este são ótimos para encorajar as pessoas que se interessam pela cultura a se expressarem mais, além de reunir diversas gerações que buscam algo de novo para conhecer. “Tem muita gente que se inspira em personagens mas fica com receio ou vergonha. Acredito que, se houver mais eventos, as pessoas vão aderir essa ideia e eu adorei ver os personagens, achei muito bacana as pessoas irem lá na frente dançar e se apresentar e para mim é tudo novo, o que eu tinha visto foi só nos doramas mesmo”.
Os idealizadores do evento iniciaram nesta carreira por influência dos pais e participaram de festivais semelhantes, mas como expositores e viram que havia oportunidade de avançar para algo maior. Assim que esta etapa foi alcançada o festival foi idealizado por um ano, mas foi organizado em dois meses e meio, os quais foram utilizados para local, patrocínios, divulgação, marketing, inscrições para o concurso, entre outros, buscando criar uma teia de conexões para que tudo pudesse ser realizado. “Foi um grande desafio para nós, a gente queria dar uma diversificada no nosso ramo, mesmo que esteja dentro do mesmo âmbito, mas procuramos algo para nos desafiar”.
Os empresários Anderson Rodrigues e Allisson Akio relataram que foram feitas pesquisas de mercado na cidade e este foi o grande estopim da ideia, porque perceberam que o público iria receber bem e que deu certo, pois foi 100% como o esperado. “Estamos cansados mas felizes ao mesmo tempo, com certeza vale a pena, a gente acreditou, colocou muita fé que ia dar certo e é muito gratificante, é muito mais do que iniciativa, empreendedorismo e ser empresário, porque ver o pessoal prestigiando e vendo a felicidade deles, é essa energia do Kampai que a gente buscava, isso aqui é uma alegria e enche nosso coração”. Os organizadores têm o objetivo de realizar uma próxima edição do festival.
Texto: Emanuelle Nunes e Jeniffer Iara
Revisão: Giovana Guarneri
Supervisão: Ivan Bonfim
Fotos: Emanuelle Nunes, Jeniffer Iara e Rauane Rodrigues
Mais de 40 mil fiéis de Ponta Grossa mantêm tradição

Realizada sempre na primeira quinta-feira após odomingo da Santíssima Trindade, a celebração de Corpus Christi tem como objetivo exaltar a Eucaristia. Nesta quinta-feira (4), a Avenida Dr. Vicente Machado foi tomada por religiosos que acompanharam desde a confecção dos tapetes até o momento da procissão.
Comunidade do Pontilhão mantém tradição de altares em frente às casas no Corpus Christi
Enquanto nas grandes cidades a celebração de Corpus Christi é marcada por quilômetros de tapetes de serragem que cobrem o asfalto das avenidas principais, na comunidade rural do Pontilhão, em São Mateus do Sul, a manifestação de fé preserva uma essência íntima, comunitária e tradicional.

Começo este portfólio deixando claro que assim como diversas pessoas, eu também tenho muitos gostos estranhos, os quais não sei ao certo como explicar o motivo, mas é um sentimento bom e reconfortante do qual eu sempre senti.
Evento reuniu comunidade evangélica na Avenida Vicente Machado e terminou com shows gratuitos no Parque Ambiental
No sábado (23), foi realizada a Marcha para Jesus, evento religioso que reúne a comunidade cristã para uma caminhada pela Avenida Vicente Machado, principal via da cidade. As ruas foram fechadas pela Guarda Municipal de Trânsito, para realização da celebração.
Ao todo,17 escolas participaram do espetáculo, que se transformou em evento nacional nesta edição

Ponta Grossa recebeu na última quarta-feira (20) a abertura da Mostra Aberta do Festival de Dança no centro de eventos. O evento recebeu escolas de Santa Catarina e Paraná, e representa uma mudança importante, que passa a ser um festival ainda maior.
A Biblioteca Pública de Ponta Grossa está promovendo três exposições culturais nomeadas de Sala Secreta, Memorial da Biblioteca e o Acervo de Livros Raros.
Evento reuniu mais de 10 mil fiéis, religiosos e representantes de paróquias dos Campos Gerais
Fiéis de diversas cidades dos Campos Gerais participaram, neste domingo (10), da celebração dos 100 anos da Diocese de Ponta Grossa, realizada no Centro de Eventos de Ponta Grossa. O encontro reuniu mais de 10 mil pessoas, entre religiosos, integrantes do clero, catequistas e lideranças políticas, como a prefeita do município, Elizabeth Schmidt, e o deputado federal Sandro Alex, em uma programação especial dedicada ao centenário.
O conto Um Homem Honesto, de Monteiro Lobato, inspirou o dramaturgo Mauro Zanatta a continuar o questionamento do grandioso escritor. Pela primeira vez em Ponta Grossa, Zanatta, junto da atriz Stella Mariss, apresentam Cidades Mortas, pela Cia À Curitibana. O espetáculo foi exibido no Sesc Estação Saudade, nos dias oito e nove.