Na tarde de terça-feira (18), três dias sem água, estudantes e a população de Ponta Grossa protestaram, em frente a Sanepar, empresa responsável pelo fornecimento de água na cidade, da Prefeitura e do Ministério Público. A cidade enfrenta o racionamento desde janeiro, mas o problema é recorrente.
O racionamento de água no município é resultado de uma combinação de fatores, por exemplo, calor intenso para a estação e aumento do consumo, o que sobrecarregou o sistema de distribuição e dificultou a recuperação dos níveis dos reservatórios.
Edson Luiz, morador do bairro Palmeirinha, está sem água desde domingo (16). Edson conta que não tem água para higiene básica, alimentação e para o cachorro. “Atrapalha em tudo, não dá pra usar o banheiro, não dá pra fazer comida. Água é essencial”, afirma. O manifestante acredita que o problema vai continuar, pois a Sanepar não está preparada para lidar com o crescimento da cidade.
Aluna de Licenciatura em Música pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Coordenadora do Diretório Central de Estudantes (DCE), Maria Luane Martins, moradora do bairro Neves, reafirma a dificuldade de viver sem acesso ao direito básico e lembra que grande parte das escolas municipais enfrentam problemas. Sem água não há como dar aulas, o que dificulta a vida das mães que trabalham ou estudam. Luane reclama do posicionamento da Sanepar e da Prefeitura. “É ridículo, eles não se importam nem um pouco com o povo. A prefeita não fez uma cobrança para Sanepar que demora muito para tomar as medidas de acordo com o crescimento da cidade”, comenta.
A Câmara Municipal de Ponta Grossa instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o contrato da Sanepar com a Prefeitura e conhecer outros aspectos relacionados ao abastecimento na cidade. A falta de água tem gerado repercussão nas redes sociais contra a postura da Sanepar e da administração municipal. A população se uniu para buscar soluções urgentes e propor a criação de um plano de ação eficaz para solucionar a escassez de água.
De acordo com a nota divulgada ontem pela Prefeitura, o problema foi ocasionado por um vazamento na adutora do Rio Pitangui, o que paralisou a volta da unidade operacional e o aumento da capacidade de captação de água,.
Texto: Karine Santos, Matheus de Lara e Matheus Leônidas
Revisão: Victória da Fonseca
Supervisão: Carlos Alberto de Souza
Fotos: João Pedro Souza (01), Karine Santos (02-03), Larissa Viero (04) e Matheus Leônidas (05)