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Evento reuniu mais de 20 mil pessoas para prestigiar tradição, cultura e memória

Algumas viagens não terminam quando o motor é desligado e para quem passou pelo Centro neste final de semana deve ter percebido uma grande movimentação em frente ao Sesc Estação Saudade. Ponta Grossa foi palco do famoso Festival Rota 01 de Moto Turismo, que marcou presença nos dias 4 e 5 de julho com muita música, comida, stands, atrações, motoclubes, gincanas, bandas e um cenário composto por diferentes modelos de motos.

O local em que acontecem as edições do Festival é marcado pela história que antecede sua criação. Em 1923, os ponta-grossenses Ricardo Wagner e Afonso Lange realizaram a primeira viagem de motocicleta do país e da América Latina, utilizando uma Indian Scout e uma Harley Davidson F-16, respectivamente. O trajeto durou quatro dias e por falhas mecânicas Ricardo e Afonso retornaram de trem em desembarque na Estação Saudade, onde acontece o Rota 01.

O empresário Daniel Wagner diz com orgulho que o festival é marcado pelo legado. “É emocionante ver tantas pessoas celebrando conosco essa história do Rota 01, da viagem do meu avô”. O organizador do evento afirma ainda que observar o enorme crescimento do festival é gratificante e simboliza a continuidade de uma tradição. “De duas pessoas, isso se tornou mais de 20 mil ao longo dos anos, então é muito gratificante ver que isso está sendo valorizado, celebrado e levado adiante. Nós estamos dando sequência a uma tradição que foi criada lá atrás, lançando luz sobre isso e o nosso objetivo, além de fazer essa homenagem aos pioneiros, é colocar Ponta Grossa e as cidades por onde o Rota passa no mapa do mototurismo do Paraná, Brasil e América Latina”

Daniel Wagner explica que, durante a viagem, seu avô e o amigo registraram os momentos, os quais foram colocados na galeria de fotos históricas da cidade e da família Wagner nas paredes do Hotel Planalto e, por conta disso, um hóspede viu a Harley Davidson F-16 de Ricardo, fotografou e enviou para o diretor da empresa da Harley Brasil o qual ficou intrigado, pois esta marca de moto mais antiga registrada fazendo uma viagem era de 1930. 

Em 2014, quase 90 anos depois, os harleyros faziam o trajeto de Ponta Grossa a Antonina todos os anos, no dia 23 de agosto, conhecido como o Dia do Mototurismo, instituído pela lei 21.602/23 para comemorar esse feito e homenagear o pioneirismo dos motociclistas. Até 1999, eles faziam uma pequena confraternização, sempre numa sexta-feira à noite e, no sábado de manhã, iam para Antonina. A partir do centenário, fizeram a inauguração do monumento, um encontro um pouquinho maior ainda na Rua 15 de Novembro com algumas bandas e uma organização um pouco maior do que as edições anteriores.

Em 2023, quando comemorou 100 anos, surgiu essa demanda de criar um monumento do local de partida dos viajantes, inspirado na Rota 66 dos Estados Unidos e assim foi criado. Esse monumento está localizado na Rua 15 de Novembro, esquina com a 7 de Setembro, em frente ao Hotel Planalto, onde é o marco zero da viagem. Em Antonina, foi inaugurado um monumento irmão marcando a linha de chegada. O festival em si surgiu em 2024.

Nesta edição, o evento teve um público 5% maior que o ano passado, o qual teve 20 mil pessoas; já a quantidade de motos aumentou de 2 mil para 2.500 com cerca de 30 motoclubes presentes no festival.

Paulo Arruda, diretor do Ministério Motociclista Adventista, um dos motoclubes presentes no evento, conta que a AMM existe no Brasil desde 2013 com mais de 3.500 membros e o objetivo deles como um motoclube cristão: “Nosso objetivo é em cada passeio uma missão,  amamos moto, então além de andar de moto falamos de Jesus para as pessoas”. Paulo também comenta que esta foi a primeira vez que participaram do Rota 01 e o que acharam do festival. “Muito bom, bem organizado e pretendemos participar daqui pra frente em todos e descrever isso em uma única palavra é muito pouco, mas seria gratidão”.

Já para a cofundadora da Associação Fernix, Mariane Schila, estar em um grande evento como o Rota 01 demonstra o apoio de empresários locais pela causa. “Expor os produtos da Fernix e poder conversar com cada visitante foi uma oportunidade que trouxe mais visibilidade, arrecadação de fundos, conexões e experiência e participar foi muito gratificante! Foi nossa primeira experiência como expositores e fomos muito bem recepcionadas por toda a equipe organizadora”. A cofundadora destaca que é importante participar de festivais assim para dar mais visibilidade a associações como esta. “Todo espaço para falar sobre a Fernix abre oportunidades únicas que fazem muita diferença na trajetória da ONG. Somos uma instituição recente do ponto de vista jurídico, e poder mostrar que nosso trabalho mostra que a vida não para durante o tratamento oncológico nos traz esperança de que cada vez mais a sociedade falará sobre câncer estendendo as mãos, com mais informação e acolhimento e menos medo e abandono”.

O tatuador da Yoshitake Store e professor de artes Murylo Sérgio Palcha Rodrigues começou a tatuar quando ainda tinha 17 anos e, como sempre gostou de desenhar, viu na tatuagem uma oportunidade de rentabilizar isso enquanto estava na faculdade de artes visuais. Murylo relatou que conhecia o Rota 01, mas que na edição anterior não foi para trabalhar, mas para se divertir. “Este ano é a primeira vez que a gente está trabalhando com tatuagem e trouxemos o estúdio inteiro, foi uma experiência muito legal, é um evento muito especial para mim porque eu sempre gostei de viajar de moto para ir em eventos de outras cidades e ver isso acontecendo na minha é muito massa”. O tatuador afirma que se sente honrado em fazer a primeira tatuagem de um cliente no festival. “É da ora fazer uma tatuagem pela primeira vez na pessoa, eu acho que eu tenho que tentar passar uma segurança para o cliente e é uma experiência muito legal ser o primeiro tatuador da e espero continuar ao longo da vida né.

Fabrieli Ferreira da Cruz, enfermeira do trabalho e parte do público, comenta que foi a primeira vez que prestigiou o festival e que gostou bastante. “Eu estou me divertindo bastante; tem vários stands aqui, estamos conhecendo as bandas que são muito boas e também é um ambiente familiar, tem todo tipo de público e isso é muito divertido”.

O planejamento do evento dura um ano, pois a ideia deles é sempre buscar ver tudo o que deu certo para repetir, reeditar, reforçar e fazer ajustes daquilo que não deu certo, eventualmente pode ser melhorado e buscando algumas inovações, algumas melhorias, como qualquer negócio.

Mais de um século depois, o trajeto que começou como uma aventura feita por dois amigos, continua reunindo milhares de pessoas com muitas motos, músicas e histórias compartilhadas. O Festival Rota 01 mostra como uma história pode atravessar gerações que se consolidam como uma celebração da memória e mantém vivo o legado dos pioneiros do mototurismo em Ponta Grossa.

Se em 1923 bastaram duas motos para trilhar o primeiro capítulo dessa história, hoje são milhares de pessoas que mantêm essa tradição em movimento conquistando cada vez mais admiradores do mototurismo.

O ronco dos motores pode até ter silenciado ao fim do evento, mas a expectativa pela próxima edição já começou a acelerar, porque o Rota 01 ainda tem muitos quilômetros pela frente.

Texto: Emanuelle Nunes

Revisão: Juliana Emelly 

Supervisão: Paulo Rogério de Almeida

Fotos: Emanuelle Nunes

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Feira movimenta condomínio e incentiva pequenos empreendedores

Acostumados com a rotina cotidiana de entrada e saída de casa, os moradores do condomínio Poente vivenciaram uma tarde de sábado diferente. As áreas comuns deram lugar a uma feira de pequenos empreendedores de produtos artesanais, acessórios, semijoias, roupas, comidas, decorações, produtos domésticos, papelaria, entre outros.

A feira foi organizada ao longo de 20 dias, contando com o planejamento, disponibilidade dos artesãos e empreendedores, previsão do tempo, entre outros fatores. O evento que iniciou às 15h30 foi até as 20h com os expositores da Artesan’Ale, Sil Terrários, Space Vibes Papelaria Criativa, CR Saboaria e Perfumes, JH Moda Feminina, Nina Lar Doce Lar Panos de Prato e Sousplat, Empório do Buga, Espetinhos Tio Éder, Batata no Cone, Mãos à Arte e Sabor, Semijóias e a Luz Limpa.

Segundo a síndica Audrey Josiane de Andrade, planejar o evento foi ótimo para melhorar a relação entre os moradores e proporcionar um momento de lazer para todos sem que precisassem se deslocar para longe. “Eu acho interessante sempre trazer novidades para o pessoal, para que venham participar, comprar, se divertir e fazer amizades porque a gente mora aqui e muitas vezes não fala com os outros, então a gente vem, conversa, dá risada e é muito bom”.

Com os diversos produtos artesanais, conhecemos o empreendedor Alexandre José Lemes, do Empório do Buga, que nos conta sobre a importância de estar presente em feiras. “A venda em si não consiste só na parte financeira, porque nem sempre vai vender no primeiro momento, ela te conhece e cria um tipo de vínculo e eu vendi bem aqui”. Alexandre também comenta que os vendedores sempre buscam inovar e trazer produtos diferentes. “Nós buscamos trazer uma diversidade de produtos, sempre o melhor de cada região e uma particularidade que temos é trazer produtos artesanais que não tenham nas prateleiras de mercado, só com produtos fora da linha industrial”.

Silvana Michalak, recepcionista e artesã da Sil Terrários, relata que iniciou no artesanato quando confeccionou uma lembrança de casamento para a sobrinha, porém, o marido, também artesão, fazia peças em madeira, mas como teve problemas no braço, começaram a trabalhar com resina. “Além de eu ter gostado bastante, fez muita diferença no estresse e quando conheci as feiras, comecei a expor os terrários e os trabalhos do meu marido, mas eu ainda sou nova nisso”. Além disso, Silvana também fala sobre o quanto um hobby ou algo que gosta de fazer pode melhorar a nossa vida e dar um novo sentido à ela. “Quando eu comecei, eu tinha passado por um câncer, eu estava depressiva, sem motivação e eu senti que mexer com a natureza foi como um divisor de águas, então comecei a ter um olhar diferente e pensar que eu tinha vencido essa batalha e eu queria levar a natureza para dentro da casa das pessoas como um mimo delicado e diferente”, conta a artesã.

A síndica Audrey pretende realizar as feiras uma vez ao mês, mas com a intenção de trazer novos produtos e barraquinhas.

Texto: Emanuelle Nunes

Revisão: Giovana Guarneri

Supervisão: Paulo Rogério de Almeida

Fotos: Emanuelle Nunes

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O evento reuniu fé, show de evangelização e solidariedade, com renda destinada à construção da Capela São Bento

A Paróquia Santa Isabel de Portugal encerrou, no último domingo (5), a primeira edição da Festa das Tendas, realizada entre os dias 27 de junho e 5 de julho, em Ponta Grossa. Em seus primeiros meses de caminhada, a paróquia, aberta em dezembro de 2025, reuniu fiéis em uma programação marcada por celebrações, show de evangelização, gastronomia e momentos de convivência. Toda a renda arrecadada com o evento será destinada à construção da Capela São Bento.

À frente da paróquia, o pároco padre Pedro conduziu a programação religiosa ao longo dos nove dias. A abertura da festa teve a presença do bispo diocesano, Dom Bruno Eliseu Versari, que presidiu a celebração no primeiro dia. Entre os destaques também esteve o show de evangelização da dupla Álvaro e Daniel, conhecida em todo o Brasil por seu trabalho na música católica.

Além das missas diárias, a programação incluiu praça de alimentação, apresentações culturais, bingos e o tradicional Show de Prêmios. Os participantes concorreram a um smartphone, um televisor de 75 polegadas e uma scooter elétrica, atrações que movimentaram o público durante o encerramento da festa.

O sucesso da primeira edição também foi resultado do trabalho dos voluntários. Bárbara Senna, participou da organização das doações de brinquedos e serviu na barraca da pescaria. Para ela, viver esse momento foi motivo de alegria. “Servir é uma forma concreta de viver a nossa fé e colocar em prática o ensinamento de Cristo sobre amar e cuidar do próximo. Ver a comunidade se formando e celebrando unida nessa nova fase é gratificante.”

E quem visitou a festa pela primeira vez, saiu impressionado. O estudante Nycolas Vinicius do Valle contou que a experiência foi diferente de tudo o que já havia vivido em festas de paróquia. “Eu nunca tinha ido à Santa Isabel e me surpreendi demais. Foi uma experiência totalmente diferente de qualquer outra festa de paróquia que eu já participei. O momento das apresentações no palco, a missa e a homilia me marcaram muito.”

Mais do que uma festa, a primeira edição da Festa das Tendas marcou um momento importante na história da Paróquia Santa Isabel de Portugal. A celebração reuniu pessoas de diferentes comunidades, fortaleceu os laços entre os fiéis e deu mais um passo na construção da identidade da mais nova paróquia da Diocese de Ponta Grossa.

Texto: João Gabriel e Maria Eduarda Almeida 

Fotos: João Gabriel e Maria Eduarda Almeida

Revisão: Matheus Fornazari

Supervisão: Paulo Rogério de Almeida

 

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A mostra apresenta obras e a trajetória da maior referência em Arte Naïf de Ponta Grossa

A exposição “João Pilarski: a Arte Naïf no Paraná” teve sua abertura na última terça-feira (10), na galeria da Proex, próximo à Catedral Sant’Ana. A exibição é resultado de uma curadoria minuciosa realizada pela professora Patrícia Camera, chefe da Divisão de Cultura e Artes da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Proex - UEPG), e pelo professor Nelson Silva Jr., diretor de Assuntos Culturais da UEPG. As obras expostas são, em sua maioria, propriedade pessoal de familiares ou clientes de João Pilarski, que cederam os quadros com o objetivo de que o artista permaneça sendo lembrado e valorizado. 

Nascido em 1929, em Teixeira Soares, João Pilarski passou boa parte de sua vida em Ponta Grossa e retratou os Campos Gerais por meio de pinturas que valorizam a vida rural e a cultura da região. Mesmo com dificuldades de mobilidade resultantes de uma doença degenerativa, Pilarski dedicou sua vida à arte e criou um estilo próprio, que mescla cores vibrantes com traços delicados e ricos em detalhes. João é referência nacional e internacional em Arte Naïf, caracterizada pela produção artística realizada a partir da observação empírica e referências culturais do próprio autor, e reúne exclusivamente artistas autodidatas. Sua obra tem grande relevância mesmo após seu falecimento em 2004 e as pinturas estão espalhadas mundo afora, somando cerca de quatrocentos quadros. 

O professor Nelson Jr. comenta que foi enriquecedor realizar o trabalho de curadoria dos quadros e conhecer detalhes da trajetória de um artista tão emblemático de nossa região. “Você conhece um artista a partir da sua obra. Mas quando começamos a pesquisar e encontramos os familiares que contam tantas histórias, é uma viagem nesse universo da produção artística. Isso é muito rico, e é uma experiência única”, relata. O professor explica que a exposição foi idealizada com o objetivo de valorizar a arte local, e de levar ao conhecimento da população um artista que tem uma real importância na história da arte brasileira. “Muitas pessoas de Ponta Grossa não sabem quem foi João Pilarski. Esse é o momento que vamos conseguir falar sobre ele”, complementa. A pesquisa também é realizada para a produção de um livro sobre a obra de Pilarski, ainda em desenvolvimento. 

Josélia Camargo, sobrinha de João Pilarski, concedeu duas obras do artista para a exposição e compareceu à abertura junto a outros membros da família para representá-lo. Ela mantinha uma relação próxima com o tio e conta que ele foi como um segundo pai. Josélia relata detalhes do processo criativo do artista, que necessitava do auxílio dos familiares para a produção das pinturas: “Nós ajudávamos ele a pintar. A gente colocava a tela de ponta cabeça para ele pintar os troncos das árvores, e quando virávamos para o lado certo, estava perfeito”. Ela comenta que o artista nunca se deixou abalar pela sua deficiência e é lembrado como exemplo de superação por toda a família. “Ele nunca tinha tristeza, por mais que tivesse dificuldades. Nós temos que pensar no que ele ensinou para a gente, e não reclamar da vida, como ele nunca reclamou. Ele deu uma lição de vida para todo mundo”, evidencia. 

Já a acadêmica de Letras da UEPG, Maria Fernanda Ribeiro, relata que nunca havia tido contato com a arte de Pilarski antes. Apesar de não conhecer as obras, a estudante comenta que a exposição foi muito interessante e que os quadros têm uma beleza incomparável. “Eu achei muito lindo. Tem algumas que eu levaria para casa, se pudesse”, opina. 

A exposição revive as obras de um dos artistas mais relevantes de Ponta Grossa e, além dos quadros, apresenta parte da trajetória e da metodologia do pintor, que foi apurada a partir de documentos escritos pelo próprio. Ela estará aberta à visitação até o dia 10 de setembro, reafirmando o valor cultural do trabalho de João Pilarski e dando mais visibilidade à sua arte, uma importante parte da história da arte no município. 

Fotos: Maria Eduarda Almeida

Texto: Ana Luísa Runho e Maria Eduarda Almeida

Revisão: Matheus Fornazari

Supervisão: Paulo Rogério de Almeida

 

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Primeira vinda do circo Torricelli a Ponta Grossa atrai famílias e espalha alegria

Após abrir a temporada na noite de sexta-feira (26), o Circo Torricceli segue suas apresentações em sua primeira vinda a Ponta Grossa, encantando o público de quarta a segunda. O circo, localizado na avenida Visconde de Taunay, fica ao lado da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), permanece na cidade até 19 de julho, permitindo que o público prestigie os números de acrobacias aéreas, malabarismo e palhaçaria, além de um “globo da morte” como grand finale por uma estadia mais prolongada.

Na noite de sábado (20), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) realizou a 38° edição do Festival Universitário da Canção. O FUC começou às 19h30 no Grande Auditório do campus central da instituição com 10 canções candidatas aos prêmios da noite, seis de Ponta Grossa, dois de Maringá, um de Paranavaí e um de Foz do Iguaçu, com o repertório musical indo do rock alternativo ao forró, que encantaram a plateia.

Na quarta-feira (18), data em que se celebra o Dia da Imigração Japonesa, a Biblioteca Pública de Ponta Grossa promoveu uma programação especial em homenagem à cultura nipônica. O evento, realizado às 14h, contou com apresentações de cosplayers, oficina de origami e outras atividades voltadas à valorização da história e das contribuições dos imigrantes japoneses para a formação cultural da cidade.

Mostra com pinturas e desenhos explora o processo criativo do artista Fernando Calderari 

Na última quarta-feira (10) foi inaugurado no Museu Casa Alfredo Andersen a entrega do projeto Museus Satélites, de autoria de Fernando Calderari, com entrada gratuita ao público. A exposição conta com diversas obras, com artes em quadros, tábuas de madeira e rochas. Segundo a própria descrição do artista, a apresentação das obras busca “revelar o processo criativo do artista entre a composição da observação e a experimentação”. 

1º Kampai Matsuri conquista público da cidade

 

Entre famílias experimentando hot dog coreano, filas para o concurso de cosplay, apresentações artísticas, demonstrações de artes marciais e uma ampla variedade de quiosques com produtos temáticos e comidas orientais, Ponta Grossa recebeu pela primeira vez o Festival Oriental Kampai Matsuri nos dias 6 e 7, celebrando as tradições do Japão, Coreia do Sul e China. 

Durante dois dias, o Parque Ambiental deixou de ser apenas um cartão-postal da cidade para reunir a população em um encontro de diferentes expressões da cultura asiática e também mostrar que ela estava presente muito antes do festival. O nome Kampai Matsuri significa “um brinde à festividade” em japonês e expressa o objetivo dos irmãos e organizadores do evento, Alisson Akio e Anderson Rodrigues, de celebrar e unir culturas diferentes, além oferecer experiências diversas para a cidade.

A Associação Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de Ponta Grossa estava presente na festa apresentando várias danças tradicionais. Membro da associação, Maria Eiko Kanda, de 70 anos, comenta a alegria de seu grupo ter sido convidado a se apresentar no festival e as pessoas dançarem juntas. “Eu não esperava que houvesse tanta adesão, que fosse um festival de tanto sucesso e repercussão, fiquei muito surpresa e feliz”. Ela cita a importância de pessoas da terceira idade aproveitarem associações como esta para fugir do sedentarismo cotidiano. “Isso é fantástico, desde que eu ingressei na dança, depois da aposentadoria, eu sempre falo para minhas amigas que ao invés de ficarem em casa de chororô, na frente da televisão, é para irem lá dançar junto e é isso que eu sempre procuro fazer, levar a dança principalmente para as pessoas de mais de 60 anos”. 

Para o casal de cosplayers Giovane Ramos e Vitoria Carolina Ramos, vestidos de Goblin Slayer e Malenia, o festival foi ótimo para a cidade e para os fãs de animes e cosplays que normalmente só têm a oportunidade de se apresentar em eventos como o Geektopia. “Deu para ver que o público gostou bastante de tirar foto com a gente e eu acho importante ter essas coisas na cidade, porque não costuma ter, são sempre as mesmas festas”, disse a invencível Malenia.

O casal se conheceu por conta dessa arte/hobby e como já participaram de vários eventos, contaram como surgem as customizações. “Muitas coisas a gente vê na internet, para ver se fizeram algo parecido e se inspirar, mas algumas coisas vem na cabeça do nada, então tentamos fazer e se não der certo, vamos fazer de outra forma”, comenta o obstinado Goblin Slayer.

Uma das apresentações realizadas no domingo foi a do Grupo Kokorozashi Taiko, coletivo fundado em 2003 que costuma se apresentar em Castro com demonstrações do taiko, atividades que envolve esforço físico, atividade musical e grande cognição motora, além da gestão de grupo e habilidades interpessoais. O coordenador do grupo, Renan Yassunori Koike, valoriza o esforço conjunto entre comunidades japonesas e brasileiras com o objetivo de trazer algo que representasse melhor a cultura nipônica. “Como o Taiko era muito presente na história do Japão foi escolhida essa cultura para criar-se grupos no Brasil e nessa época, cerca de 23 anos atrás, foi criado mais ou menos 150 grupos no país e desde então o Taiko se tornou hoje a maior expressão artística japonesa em larga escala aqui, só fica atrás da culinária e da própria língua, como um álbum que ficou remanescente dos imigrantes que vieram”.

Para a policial militar e espectadora do evento Lucinéia Catarina da Rosa, festivais como este são ótimos para encorajar as pessoas que se interessam pela cultura a se expressarem mais, além de reunir diversas gerações que buscam algo de novo para conhecer. “Tem muita gente que se inspira em personagens mas fica com receio ou vergonha. Acredito que, se houver mais eventos, as pessoas vão aderir essa ideia e eu adorei ver os personagens, achei muito bacana as pessoas irem lá na frente dançar e se apresentar e para mim é tudo novo, o que eu tinha visto foi só nos doramas mesmo”.

Os idealizadores do evento iniciaram nesta carreira por influência dos pais e participaram de festivais semelhantes, mas como expositores e viram que havia oportunidade de avançar para algo maior. Assim que esta etapa foi alcançada o festival foi idealizado por um ano, mas foi organizado em dois meses e meio, os quais foram utilizados para local, patrocínios, divulgação, marketing, inscrições para o concurso, entre outros, buscando criar uma teia de conexões para que tudo pudesse ser realizado. “Foi um grande desafio para nós, a gente queria dar uma diversificada no nosso ramo, mesmo que esteja dentro do mesmo âmbito, mas procuramos algo para nos desafiar”.

Os empresários Anderson Rodrigues e Allisson Akio relataram que foram feitas pesquisas de mercado na cidade e este foi o grande estopim da ideia, porque perceberam que o público iria receber bem e que deu certo, pois foi 100% como o esperado. “Estamos cansados mas felizes ao mesmo tempo, com certeza vale a pena, a gente acreditou, colocou muita fé que ia dar certo e é muito gratificante, é muito mais do que iniciativa, empreendedorismo e ser empresário, porque ver o pessoal prestigiando e vendo a felicidade deles, é essa energia do Kampai que a gente buscava, isso aqui é uma alegria e enche nosso coração”. Os organizadores têm o objetivo de realizar uma próxima edição do festival.

Texto: Emanuelle Nunes e Jeniffer Iara

Revisão: Giovana Guarneri

Supervisão: Ivan Bonfim 

Fotos: Emanuelle Nunes, Jeniffer Iara e Rauane Rodrigues

 

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Mais de 40 mil fiéis de Ponta Grossa mantêm tradição

Realizada sempre na primeira quinta-feira após odomingo da Santíssima Trindade, a celebração de Corpus Christi tem como objetivo exaltar a Eucaristia. Nesta quinta-feira (4), a Avenida Dr. Vicente Machado foi tomada por religiosos que acompanharam desde a confecção dos tapetes até o momento da procissão.

Comunidade do Pontilhão mantém tradição de altares em frente às casas no Corpus Christi

Enquanto nas grandes cidades a celebração de Corpus Christi é marcada por quilômetros de tapetes de serragem que cobrem o asfalto das avenidas principais, na comunidade rural do Pontilhão, em São Mateus do Sul, a manifestação de fé preserva uma essência íntima, comunitária e tradicional.

Começo este portfólio deixando claro que assim como diversas pessoas, eu também tenho muitos gostos estranhos, os quais não sei ao certo como explicar o motivo, mas é um sentimento bom e reconfortante do qual eu sempre senti.

Evento reuniu comunidade evangélica na Avenida Vicente Machado e terminou com shows gratuitos no Parque Ambiental

No sábado (23), foi realizada a Marcha para Jesus, evento religioso que reúne a comunidade cristã para uma caminhada pela Avenida Vicente Machado, principal via da cidade. As ruas foram fechadas pela Guarda Municipal de Trânsito, para realização da celebração.

Ao todo,17 escolas participaram do espetáculo, que se transformou em evento nacional nesta edição

Ponta Grossa recebeu na última quarta-feira (20) a abertura da Mostra Aberta do Festival de Dança no centro de eventos. O evento recebeu escolas de Santa Catarina e Paraná, e representa uma mudança importante, que passa a ser um festival ainda maior.

A Biblioteca Pública de Ponta Grossa está promovendo três exposições culturais nomeadas de Sala Secreta, Memorial da Biblioteca e o Acervo de Livros Raros.

Evento reuniu mais de 10 mil fiéis, religiosos e representantes de paróquias dos Campos Gerais

Fiéis de diversas cidades dos Campos Gerais participaram, neste domingo (10), da celebração dos 100 anos da Diocese de Ponta Grossa, realizada no Centro de Eventos de Ponta Grossa. O encontro reuniu mais de 10 mil pessoas, entre religiosos, integrantes do clero, catequistas e lideranças políticas, como a prefeita do município, Elizabeth Schmidt, e o deputado federal Sandro Alex, em uma programação especial dedicada ao centenário.

O conto Um Homem Honesto, de Monteiro Lobato, inspirou o dramaturgo Mauro Zanatta a continuar o questionamento do grandioso escritor. Pela primeira vez em Ponta Grossa, Zanatta, junto da atriz Stella Mariss, apresentam Cidades Mortas, pela Cia À Curitibana. O espetáculo foi exibido no Sesc Estação Saudade, nos dias oito e nove.

Com repertório popular e novos integrantes, apresentação une técnica e emoção para homenagear as famílias

O ano letivo da Orquestra de Cordas de Ponta Grossa começou com uma homenagem ao Dia das Mães, na quarta-feira (06), no auditório do Conservatório Maestro Paulino (MP). O evento transformou o rigor técnico das partituras em uma homenagem calorosa para as famílias presentes.

O Centro de Cultura foi palco para mostra da nova minissérie “Caravelle 114” na quinta-feira (7) . Dirigida por William Biagioli, a produção retrata o sequestro aéreo do voo 114 da Cruzeiro do Sul, no réveillon de 1970.

Evento gratuito teve atividades culturais para a família

A Festa do Trabalhador reuniu cerca de 400 moradores na tarde de sexta-feira (1º), no pátio da Rodoviária de Imbaú. A programação contou com exposição de carros antigos, música ao vivo, concurso de música com premiações em dinheiro, espaço kids, sorteio de brindes e comercialização de comidas e bebidas. 

Com passeio ciclístico pela manhã e variedade de atrações pela tarde, a festa movimentou a cidade. O evento foi promovido pela Prefeitura de Imbaú, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura em parceria com as demais secretarias municipais.

O Festival de Música resultou na dupla Kauan e Marcelo em 1º lugar com o valor de R$800,00, a dupla Isabely e Nabiely em 2º lugar com o valor em R$500,00 e em 3º lugar, Roger Luiz, com premiação de R$300,00.

Para Marcelo de Lima da Silva, fundador do Clube Antigos 376,  realizar a exposição dos carros em colaboração com o município, destaca a parceria e a importância de relembrar momentos nostálgicos. “São carros clássicos que muitas pessoas nem tiveram oportunidade de conhecer, enquanto os mais velhos podem relembrar o passado. Para nós é um encontro de amigos, todos se conhecem e confraternizam; e a real importância é a amizade”, pontua.

Aderval Antônio Correa, dono de um PT Cruiser prata, sempre participa desses eventos. “Antigamente eram mais homens que participavam, mas com o passar do tempo, muitas mulheres e até mesmo crianças começaram a vir, então acabou se tornando um ambiente familiar”, comenta.

Para Wesley de Chagas Andrade e Pedro Lucas da Silva, a cidade precisa de mais atividades culturais para dar mais visibilidade ao município. “Eu espero que tenha cada vez mais eventos e festas como essa para atrair mais pessoas para a cidade, porque ela é pequena, então precisa ter mais interações como hoje porque foi muito bom e divertido”, explicam.

Texto: Emanuelle Nunes e Jeniffer Iara 

Fotos: Emanuelle Nunes e Jeniffer Iara 

Revisão: João Pedro Souza

Supervisão: Aline Rosso

 

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Evento impulsiona o crescimento do interesse pelo som analógico

A 1ª. Feira de Vinil, realizada no Shopping Plaza Campos Gerais, reúne expositores e amantes da música, neste fim de semana. Colecionadores do Paraná e Santa Catarina participaram do evento, que terá encerramento neste domingo (3). Durante os dois dias de programação, os visitantes têm acesso a uma ampla seleção de discos de vinil e CDs, incluindo títulos novos e usados, nacionais e importados. A variedade contempla desde álbuns clássicos até itens considerados raros, abrangendo diferentes estilos e épocas da música.

O curso aborda a história e simbolismo da arte e a fauna e flora retratados na pintura

1° Oficina de Pintura Ucraniana, intitulada “Petrykivka”, iniciou na manhã de segunda-feira (27), às 9h, no Ateliê de Pintura da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (PROEX). Ao todo, serão realizados oito encontros até 15 de junho, e o curso acontece todas às segundas-feiras, das 9h às 11h. As matrículas foram realizadas por um formulário com taxa de inscrição entre R$70 e R$140, para custear os materiais necessários que estão inclusos na atividade.

O evento foi ministrado pela professora e pesquisadora ucraniana Svitlana Borysenko, que apresentou um vídeo autoral sobre a origem, trajetória e como a tradição da pintura se tornou um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Na primeira aula, os alunos aprenderam as técnicas básicas, como a pressão e ângulo correto da mão, a “pincelada de transição”, a "Tsybulka" (forma de cebola ou tulipa) e o "Zernyatko" (elemento em forma de semente).

A técnica une precisão e liberdade criativa, já que tradicionalmente utiliza os dedos e pincéis artesanais com pelos de gato, o que permite fazer traços extremamente finos. Usa-se também a sobreposição de cores para dar volume e o uso de duas cores para criar gradientes naturais em um só movimento.

Esta arte tradicional utiliza técnicas ancestrais que surgiram como forma de proteção e celebração da vida, pois as mulheres na aldeia acreditavam que pintar suas casas com cores vibrantes trazia harmonia e sorte. O que antes era visto apenas como bela decoração doméstica atualmente é uma forma de arte reconhecida mundialmente.

Para a chefe da divisão de assuntos culturais, Patrícia Camera Varella, é importante apresentar a cultura ucraniana também pelos imigrantes presentes na cidade. “É interessante ampliar isso para o público e como a professora é ucraniana, ela traz todo o repertório não só da cultura mas da vivência dela e isso contribui para o lado criativo da pintura”, ressalta.

A pesquisadora Svitlana Borysenko comenta que o objetivo do curso não é somente aprender algumas técnicas e adquirir conhecimento, mas criar pontes de empatia e respeito entre as culturas. “Apresentar a Petrykivka no Brasil, especialmente neste momento, é uma forma de mostrar a resiliência, a beleza e a profundidade da alma ucraniana, e o meu objetivo agora é ver como essa tradição pode se fundir com a cultura paranaense e florescer aqui também”, relata.

Marcos Gabriel Sá Bonin, ilustrador e aluno do curso, fala que é a primeira oficina de pintura ucraniana que participa e foi ótimo para expandir os horizontes da arte. “Achei muito legal esse primeiro dia de oficina e já me despertou bastante interesse em praticar mais a técnica para aplicá-la em outros projetos meus”, diz.

A PROEX, juntamente com a professora Svitlana têm o objetivo de fazer a curadoria das melhores obras produzidas pelos alunos para organizar uma exposição, mas a intenção da pesquisadora é poder levar os  trabalhos para um público ainda maior.

Texto: Emanuelle Nunes

Revisão: Jeniffer Iara

Supervisão: Ivan Bomfim 

Fotos: Emanuelle Nunes e Matheus Fornazari

 

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O Colégio Estadual Regente Feijó, na sexta-feira (24), realizou uma palestra conduzida pelo diretor Ilário Valmor Waldmann sobre segurança e acompanhamento na vida estudantil. Em relação à importância de estar presente na vida acadêmica não apenas por cuidado, mas também para reconhecer talentos ao longo da trajetória do acadêmico.

Na tarde do sábado (25), a Paróquia João Paulo II promoveu o seu primeiro Encontro de Carros Clássicos. Além das máquinas expostas, o evento alegrou a todos os públicos com a venda de comidas feitas pela Paróquia, música ao vivo e brinquedos infláveis para a diversão das crianças.

Os últimos portfólios que fiz no Projeto se relacionam a paixões e memórias da minha pessoa, mas esse é sobre um efeito, o light trail. Fotos de longa exposição permitem fazer um efeito de rastro de luz, um estilo de foto que sempre apreciei. Sempre digo que a fotografia captura a magia de momentos e os eterniza de maneira poética. O light trail é uma evolução específica disso para minha visão fotográfica: um jeito magnífico de você comprimir uma fonte de luz solitária, seja por 10 segundos ou por seis horas, em um único quadro. Como criar um vídeo em uma só imagem. E essa filosofia aparece ainda mais quando se fotografa luzes de carros.

A ideia para essas fotos veio numa noite, início de março, em que estava saindo a pé para um jogo. Na minha mochila, levava minha câmera que ganhei no último Ano Novo e, ao passar pelo viaduto do Santa Maria, resolvi ligá-la e tentar uma foto assim do movimento que passava por baixo. O resultado foi muito parecido com a foto de capa desse carrossel. Desde então, a ideia se estruturava na minha cabeça. Depois de vários trabalhos do curso, arranjei tempo para sair e fazer essas fotos em três noites distintas.

Por mais simples que pareça, o sentimento que me vem em cada foto é de contemplação: uma junção da calmaria das noites, a atenção e presença em cada momento e uma leve carga emocional, que pode ser paz e, às vezes, melancolia também. Tal qual no meu último portfólio, se você gosta da música Life In The City, do The Lumineers, deve entender o sentimento em cada quadro.

Meu nome é Matheus Fornazari, sou estudante do segundo ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa e faço parte do Projeto de Extensão Foca Foto.

Fotos: Matheus Fornazari

Texto: Matheus Fornazari

Revisão: Gabriel Vitório

Supervisão: Paulo Rogério de Almeida

 

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