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Durante cinco dias, os cidadãos de PG presenciaram a pintura de um espaço antes marcado pelo cinza

Nos dias 1°. e 5 de julho, a Trincheira da Avenida Ernesto Vilela em Ponta Grossa recebeu 24 artistas de diversas partes do país, vindos com o objetivo de trazer uma nova perspectiva sobre a cultura do grafite para a cidade. O trabalho foi realizado pelo Circuito Arte Rua, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Ponta Grossa. 

O mural teve como tema “A Criação”, com pergaminhos sendo desenrolados com mensagens e imagens inspiradas no livro bíblico de Gênesis, em um espaço com cerca de 1.400 metros quadrados, e contou com a produção artística do coletivo Ruas para Cristo.

O grafiteiro Maurício dos Santos Carvalho, com 27 anos de profissão, conta que já participou de outra edição do projeto e explica que o maior problema enfrentado desta vez é o barulho dos veículos passando pelo viaduto, o que prejudica na acústica. “A experiência de trabalhar em um mural tão grande é muito legal, porque todo mundo aqui já é conhecido no mundo do grafite e cada um traz uma técnica, um auxílio para o outro. Nós já fizemos esse projeto em outras cidades e nossos amigos de Ponta Grossa nos convidaram para juntar toda a galera e fazer aqui na cidade”, relata.

Já para Everton Gomes de Santana, grafiteiro há 5 anos, a experiência de um mural coletivo é nova e enriquecedora, ideal para o desafio de sair da zona de conforto. “Já participei de vários festivais de grafite, mas dessa forma é a primeira vez. Você pode ver que cada trabalho conversa um com o outro. E, para nós grafiteiros, sair da nossa zona de conforto nos ensina como trabalhar com paletas de cores específicas, fazer com que elas conversem e o trabalho saia da mais forma harmoniosa possível”, completa 

A arte do  grafite ainda é muito discriminada, por muitas vezes ser associada à pichação. Produções assim reforçam a importância de ampliar a arte urbana na cidade e conscientizar a população com tipos diferentes de artes.

Fotos: Maria Eduarda Almeida

Texto: Maria Eduarda Almeida

Revisão: Matheus Fornazari

Supervisão: Paulo Rogério de Almeida

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