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Começo este portfólio deixando claro que assim como diversas pessoas, eu também tenho muitos gostos estranhos, os quais não sei ao certo como explicar o motivo, mas é um sentimento bom e reconfortante do qual eu sempre senti.

 

Acredito que sempre tive essa admiração pela natureza, uma conexão, sensação de paz e calma, desde o cheiro da grama molhada até os ventos fortes que passam pelos cabelos deixando-os embaraçados e frisados.

 A calmaria de estar deitado em uma rede ou na grama e ver as folhas das árvores balançando em meio ao som dos pássaros traz aquela sensação de pertencimento, do tipo "Eu quero ficar aqui para sempre". É um lugar para revigorar as energias, desacelerar, observar os detalhes, colocar a cabeça e os pensamentos no lugar, me reconectar comigo mesma, onde o tempo e as preocupações do dia a dia parecem se tornar menores. É difícil de explicar porque é um sentimento muito mais emocional e sensorial, do que racional.

 Não sei direito como explicar, mas acho que um pouco da minha admiração vem de como podemos ver o tempo e a vida. Ao invés de forma linear (passado, presente e futuro) crescemos igual à uma árvore (em espiral) e mesmo que passemos por traumas, (os quais podem ser chamados de fissuras) nós damos a volta e mesmo que pareça que retornamos aquele trauma novamente. Ele se torna cada vez menor, mesmo que seja grande e dure mais tempo para curar.

 Também penso que somos parecidos com os ciclos das árvores. Às vezes nos sentimos confiantes, felizes e satisfeitos com a vida como uma árvore cheia e bonita. De vez em quando, vulneráveis, frágeis e expostos como galhos secos. Às vezes solitários como uma árvore sozinha, mas em meio à uma linda paisagem que nos faz respirar e às vezes no lugar e tempo certos, podemos florescer.

 Essa sou eu, me chamo Emanuelle Nunes, sou acadêmica de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa e integrante do projeto de extensão Foca Foto. Assim como disse que não sabia explicar direito, consegui decifrar parte do mistério desse sentimento que há anos permanece em meu peito.

Texto: Emanuelle Nunes

Revisão: Matheus Fornazari

Supervisão: Paulo Pessôa Neto

Fotos: Emanuelle Nunes

 

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