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Ser tela é abrir espaço para a criatividade do tatuador e vivenciar a arte eternizada

 

A tatuagem foi protagonista de três dias de arte, cultura e expressão corporal em Ponta Grossa na 5 edição da PG Tattoo Fest. O evento, realizado no Clube Verde nos dias 9, 10 e 11 de outubro, reuniu mais de 98 tatuadores de vários locais, além disso, a programação contou com concursos, batalhas de rima e apresentações culturais. 

 Mais que desenhos permanentes, as tatuagens carregam histórias, sentimentos e identidades. A prática existe há milhares de anos, com registros arqueológicos de corpos tatuados que datam de mais de 5 mil anos. Ao decorrer do tempo, diferentes povos utilizaram as marcas para simbolizar crenças, tradições, hábitos e experiências coletivas. 

No Brasil, a tatuagem também passou por modificações. Durante muito tempo, esteve associada à marginalização e ao preconceito. Com o passar dos anos, conquistou um espaço diferente em grupos sociais e se consolidou como uma forma artística e individual. Entre as experiências que fazem parte desse universo, está a de ser tela, o termo é utilizado para identificar pessoas que disponibilizam o próprio corpo para receber uma tatuagem de um profissional.

Ser tela envolve mais do que permanecer parado enquanto o tatuador trabalha, ela exige confiança e diálogo sobre a arte que permanecerá eterna. Ao mesmo tempo, representa a oportunidade de participar diretamente da produção artística de levar consigo uma obra criada por outro artista. 

Para o tatuador Jhonatan Willian, profissional há mais de 17 anos, são essas experiências que fazem a tatuagem evoluir. “É esse tipo de movimento que faz  a tattoo evoluir, os visitantes veem os nossos trabalhos e se interessam cada vez mais pela arte”, completa. 

Bruno Henrique de Paula, tela do Jhonatan, comenta sobre a experiência de disponibilizar sua pele. “Eu conheço o trabalho do Jhonatan há muito tempo, eu confio nele. Quando eu vi que ele estava procurando uma tela, peguei a oportunidade de tatuar com ele. Ele já tem anos de experiência, acredito que ficará um trabalho sensacional”, afirma. 

Ao chegar em sua quinta edição, a convenção reafirma o espaço na cultura da cidade. Entre máquinas, tintas e histórias, o evento mostra que a arte corporal vai além da estética. A data para a sexta edição já está confirmada, será nos dias 8, 9 e 10 de outubro de 2027. 

 

Texto: Leticia Hermann

Revisão: Juliane Goltz 

Supervisão: Alexandre Costa

Fotos:Leticia Hermann

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