Evento celebra o Patrimônio Cultural de Ponta Grossa
Durante este final de semana, a cidade de Ponta Grossa refresca sua memória com um passeio no Lago. Entre os dias 15 e 17 é realizada a 7ª. edição do PG Memória, com o tema “Naquela Mesa”, que se apresenta como um salão do patrimônio cultural da cidade, trazendo mesas temáticas que servem como uma vitrine de lembranças de mais de 50 pessoas traçando um panorama cultural.
Por meio da Secretaria de Cultura, foi feito um convite para qualquer um que quisesse expor suas lembranças. Dito e feito, na sexta-feira (15), estiveram expostos trabalhos feitos pela Assessoria do Parque Vila Velha, Clube Verde, Casa do Divino, Torcida do Operário, Curso de Artes Visuais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Curso de Arquitetura da Unicesumar, Associação de Preservação do Patrimônio Cultural (APPAC), União Brasileira de Trovadores (UBT), Palha de Ponta, entre outras mesas montadas de forma solo.
“Não existe sede fixa, pois a cidade é um organismo vivo. A gente quer que as pessoas que vêm para o lago descubram sozinhas do que se trata o evento, afinal o Lago de Olarias é um ponto cultural da nossa época, e funciona como nosso ponto de socialização”, explica Alberto Portugal, Secretário de Cultura. Durante o final de semana, a partir das 10h até às 19h, o evento trará gincanas, oficinas e apresentações musicais dos artistas da Banda Lyra dos Campos, Brida Gaiteiro, Rapper Gueg, Izaltino Gaiteiro, Rogério Vriesman e Renata Regis Florisbelo, além da Orquestra Sinfônica de PG. Uma das mesas expostas é apresentada por Silvestre Alves Gomes, relembrando as origens da cidade com a cultura tropeira. Na mesa, além do próprio Silvestre usando as vestes dos tropeiros, o senhor de 63 anos demonstrou um jogo de tabuleiro sobre o assunto. O instrumento mostra, na prática, como eram as viagens dos tropeiros. "Temos um trabalho muito bom nas escolas, onde eles trabalham teoricamente, mas muito pouco na prática. O que eles podem fazer no máximo é trazer alguém com as vestes e algum prato típico eventualmente. Isso precisa ser melhorado”, completou Silvestre.
De acordo com Alberto Portugal, o investimento feito nesses três dias de atração vieram de recursos públicos da Secretaria de Cultura, chegando a cerca de 70 mil reais.
Texto: Carlos Cruz e Matheus Fornazari
Revisão: Daniel Klemba
Supervisão: Paulo Rogério de Almeida
Fotos: Carlos Cruz (01-04) e Matheus Fornazari (05-08)
