Na tarde de domingo (26), o Operário recebeu o Fortaleza no Estádio Germano Krüger, e o placar não saiu do zero. O confronto foi válido pela sexta rodada da série B do Campeonato Brasileiro.

 

Os primeiros quarenta e cinco minutos foram recheados de chances para ambos os times. O Fortaleza criou mais oportunidades na etapa, principalmente com escanteios, mas sem sucesso, o que inclui uma bola perdida dentro da pequena área. Além das oportunidades criadas, os jogadores do Operário reclamaram de um pênalti não marcado no final do tempo: a discussão surgiu após a bola bater no braço de um atleta do time adversário em uma disputa no alto. Mesmo com a reclamação, a equipe de arbitragem não viu necessidade de revisão por VAR - decisão muito contestada pela torcida, que soltou uma chuva de vaias.

Com o início da segunda etapa, o Fantasma conseguiu tomar as rédeas do jogo, mas sem êxito nos últimos passes e finalizações. A melhor chance veio com Berto, em chute cruzado na ponta direita da pequena área, passando perto da trave. O time ainda reclamou de outra penalidade não marcada em uma dividida entre Pedro Vilhena (Operário) e Britez (Fortaleza) na grande área.

O time cearense conseguiu duas chances perigosas na grande área e em contra-ataque, mas com chutes que não surtiram efeito. No caminho para o fim do jogo, a equipe da casa ainda levou um susto: o zagueiro Miranda precisou de atendimento médico e saiu do estádio de ambulância após um choque de cabeça e um “golpe na costela” do jogador do clube nordestino.

Com o apito final, a reação da torcida foi mista após o empate sem gols. Torcedor do Fantasma, Lauro Luiz lamenta a falta de bons resultados. “Um time que projeta subir para a série A tem que pontuar em casa”. Outro apoiador, Júlio Messias, critica a má disposição do ataque do Operário. “Nós estamos com uma defesa boa, mas o ataque não consegue acompanhar”, .

O técnico do Fortaleza, Thiago Carpini, afirma que, diante do resultado, foi um bom jogo. Ele falou sobre as dificuldades em relação às condições do campo, mas discorda que tenha havido um lado favorecido. “É difícil jogar futebol nesse gramado. Nunca vi esse gramado assim. Sempre foi muito bom jogar aqui”. Já Luisinho, comandante do alvinegro de Vila Oficinas, exaltou o controle sobre o adversário, mas disse que o time precisa de vitórias, pois os empates não são critério de desempate. O técnico criticou a equipe de arbitragem após as polêmicas da noite. “A arbitragem hoje é muito confusa. Tem lances ali que não dá pra entender. É muita dúvida e pouca certeza”.

O próximo embate do Fantasma é contra o Sampaio Corrêa pela Copa Sul-Sudeste, dia 3 de maio, no interior do Rio de Janeiro. Por sua vez, o Fortaleza enfrenta o Sport pela última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste, no Estádio Castelão, nesta quarta (29). 

Texto: Matheus Fornazari

Fotos: Matheus Fornazari

Revisão: João Pedro Souza

Supervisão: Ivan Bomfim

 

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