20ª SAINTRE proporcionou uma experiência prática com os princípios da câmera obscura e da revelação fotográfica.
Nesta segunda-feira (8), foi realizada a oficina Foto da Lata, ministrada por Taís Cruz, técnica do Laboratório de Fotografia do curso. Ela faz parte da programação da 20ª Semana de Integração e Resistência (SAINTRE), promovida pelo curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
A atividade proporcionou aos participantes uma experiência prática e criativa com a fotografia analógica, utilizando uma simples lata como câmera fotográfica e papel fotográfico para o registro das imagens. A oficina permitiu explorar os princípios básicos da formação da imagem, além de apresentar técnicas artesanais que resgatam a essência da fotografia em sua forma mais experimental.
A técnica do Laboratório de Fotografia, Taís Cruz, explica que durante a captura da imagem, a lata é posicionada em direção à cena que será fotografada. Ao abrir um pequeno buraco na lata por alguns minutos, dependendo das condições de iluminação, a luz atravessa o furo e projeta uma imagem invertida sobre o papel fotográfico. Em seguida, o papel é levado ao laboratório para o processo de revelação. Em ambiente com iluminação controlada, ele passa por soluções químicas de revelador, interruptor e fixador, que tornam a imagem visível e permanente. Depois de lavado e seco, o resultado é um negativo fotográfico. “A imagem obtida no papel fotográfico é um negativo, ou seja, as áreas claras aparecem escuras e as áreas escuras aparecem claras. Para transformá-la em uma imagem positiva, o negativo é colocado sobre uma nova folha de papel fotográfico. Em seguida, a luz do ampliador é acionada por alguns segundos, transferindo a imagem para o novo papel. Após essa etapa, o papel passa pelos processos químicos de revelação, interrupção e fixação. Ao final do procedimento, obtém-se uma cópia positiva da fotografia”.
A oficina acontece todos os anos no curso de Jornalismo e sempre é uma das mais concorridas na hora da inscrição, já que conta apenas com 10 vagas por conta do espaço do laboratório analógico. “Foi muito interessante participar da oficina porque não tenho muito contato com a fotografia além da matéria no curso, gostei de participar principalmente por conta da produção da fotografia analógica” comenta a acadêmica do primeiro ano, Ana Luísa Runho.
Texto: Giovana Guarneri
Revisão: João Pedro Souza
Supervisão: Aline Rosso
Fotos: Giovana Guarneri

