Palestra “Crimes, penas, torturas: de março de 1964 a janeiro de 2023”  traz reflexões sobre assuntos democráticos na atualidade e marcos históricos

Na terça-feira (01), a programação do “VI Ciclo Descomemorar Golpes - Sem Anistia” contou com palestras e exibição de documentário sobre a ditadura militar e os marcos históricos que afetaram a democracia brasileira e os direitos humanos.

As atividades iniciaram-se pela manhã com a palestra “Crimes, penas e torturas: de março de 1964 a janeiro de 2023”. A cientista política Heloísa Câmara e o professor de Direito da UEPG Pedro Miranda foram os convidados para discutir o tema. Um livro referência para o desenvolvimento das pesquisas dos palestrantes é o “Brasil Nunca Mais”, de Paulo Evaristo Arns, que aborda os momentos de tortura e repreesão na ditadura militar.

Heloisa Câmara reforça o compromisso que a Universidade tem como espaço de reflexão e debates em defesa da democracia. Além disso, afirma que o período ditatorial deixou consequências na sociedade. “Até hoje pagamos a aposentadoria dos responsáveis pela violação dos direitos humanos”, desabafa.

No período da tarde, o documentário "Vlado", de João Batista de Andrade, foi exibido. Por fim, às 19h, ocorreu a palestra online "Ensinar História na e sobre a Ditadura Civil-Militar: desafios do passado e do presente".

O VI Ciclo Descomemorar Golpes recupera marcos históricos do Brasil, busca compreendê-los e aprender com os erros para não repetir esses mesmos erros. Estudantes, professores e pesquisadores do curso de Jornalismo, Direito e História, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participaram da programação.

A programação se encerra na quarta-feira (02) com a palestra "O espólio da Ditadura Militar na UFPR" e o lançamento do livro "A trajetória de José Rodrigues Vieira Netto: Professor Brilhante, Advogado Perseguido, Cidadão sem Direitos", de Regis Clemente da Costa. 

O evento é promovido pelo Projeto de Extensão Combate à Desinformação nos Campos Gerais e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo.

Texto: Nicolly Furman e Gabrieli Mendes 

Revisão: João Bobato 

Supervisão: Paulo Rogério de Almeida

 

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