Tradição e inovação se completam em festividade
Uma nova tradição é comemorada na Paróquia Nossa Senhora do Pilar, na Palmeirinha. Com programação ampliada e a realização de diversas atividades além do tradicional almoço, foi promovida no último domingo (16) a Festa da Padroeira, que reuniu os fiéis em comemorações religiosas e festivas. O dia de Nossa Senhora do Pilar é tradicionalmente comemorado no dia 15 de agosto ou, ainda, em 12 de outubro.
As homenagens iniciaram na quinta-feira (13), com o tríduo de orações, e encerraram no domingo, quando houve a celebração da missa solene presidida pelo Bispo Diocesano Dom Bruno Elizeu, com orações à padroeira, mutirão de confissões e benção de carros. Após a missa, a igreja realizou a venda de kits de costela de chão e a festa, onde foram vendidos outros alimentos. O evento, dividido entre as partes religiosa e cultural, teve o objetivo de reunir a população para manifestar a fé e festejar em comunidade.
O Padre Ezequiel Hul faz parte da paróquia há um ano e meio e foi o responsável pela inovação na celebração. O pároco explica que a comunidade foi dividida em grupos para a realização do festejo e participou ativamente da preparação. O Pe. Ezequiel comenta o significado que esta ação representa para a comunidade: “É uma festa familiar. As famílias vêm almoçar, celebrar e participar do nosso sorteio de prêmios, o ‘binguinho’. É para agregar famílias, tanto na parte religiosa quanto na social”.
A comemoração foi marcada por apresentações das crianças que realizam catequese na paróquia, como a encenação do “Milagre da menina cega”. A Festa da Padroeira também contou com a dança gaúcha, apresentada pela Academia de Danças Gaúchas Galpão Estância Serrana. Maria Neuza de Ornelles, professora da instituição desde 1998, revela que eles têm Nossa Senhora como sua padroeira, e se apresentam na paróquia todos os anos. Ela explica a relação da arte com a fé no trabalho que desempenha todos os dias: “A dança, para mim, é a expressão da alma e da fé”. A dançarina comenta a relação com a dança e o sentimento de levar a cultura gaúcha à comunidade: “Para mim, é honra. Não só por dançar, mas é nosso coração que nos leva. Eu e a dança somos uma coisa só, eu respiro a cultura gaúcha. Por isso, é sempre uma grande honra ir a igrejas e escolas”.
A participação da comunidade traz a essência das comemorações da paróquia e, cada parte da festa foi previamente pensada pelos fiéis. Eloiza Cardoso, de 18 anos, conta que frequenta a paróquia e as festividades desde a infância e, neste ano, ficou responsável por auxiliar na venda do bingo, tradicionalmente promovido nas comemorações. Segundo ela, a festa promove a fraternidade entre a população e elogia o novo formato: “É muito bom para todas as famílias e pessoas que desejam ir às festas da igreja”.
A mudança na forma de festejar mostra o engajamento da população na religião, com a união dos integrantes da comunidade religiosa em prol de homenagear o Sagrado. A nova fase da Festa da Padroeira demonstra que, apesar de evoluir junto aos fiéis, a manifestação da fé se mantém presente na vida dos frequentadores da paróquia.
Texto: Ana Luísa Runho
Fotos: Maria Eduarda Almeida
Revisão: Gabriela Denkwiski
Supervisão: Alexandre Costa