Oficinas e mostras artísticas compuseram a programação final do evento

Desde 2023, a Invernada Cultural reúne manifestações artísticas diversas em forma de exposições, performances e oficinas. Em 2026, o evento busca olhar para os imigrantes que vivem no Paraná, e destacar suas vivências por meio da arte. No último sábado (8), o encerramento da 4ª edição ocorreu no bar Frederico Cervejas & Cervejas, no centro de Ponta Grossa. A Invernada, que teve início neste ano na quinta-feira (6), é organizada todos os anos pelo Selo Lambrequim.

 

A oficina de Discotecagem ministrada pelo DJ Sökäföfö Selector engajou os participantes em uma demonstração de elementos básicos da prática. O DJ mesclou diferentes ritmos e produziu novos sons a partir da criatividade. Simultaneamente, a artista Maria Mion realizou uma oficina de Arte para Monóculos, em que foram confeccionados pequenos desenhos que, encaixados ao monóculo, são ampliados com a luz. Também foi realizada a exposição de pinturas do artista Rafael Schwab e de peças do brechó Ummaguma, além de venda de produtos artísticos.

Para a escritora e artista Maria Mion, participante de todas as edições, o evento é um espaço de conexão cultural: “É um grande propulsor pra mim, é muito importante esse contato com a cultura e com a arte”, confessa. Ela comenta sobre o intuito da atividade que trouxe pela primeira vez à Invernada: “Na oficina eu tento explorar o lado criativo através da criação de colagens e pequenos desenhos. É um convite para que a pessoa pense nas imagens fora da tela, já que estamos em um momento comum de pensar em telas e imagens digitais”.

O participante do evento Murilo Prestes diz que já conhecia a Invernada de edições anteriores, porém, este é o primeiro ano que acompanha o evento inteiro: “Eu acho a iniciativa muito interessante, pois o que o Lambrequim faz, trazer diversas expressões artísticas diferentes é muito importante para o meio cultural”, conta. Para Murilo, a atividade mais interessante foi a de confecção de monóculos e as conversas com Erich Triana e Ricardo Corona nos outros dias do evento.

O idealizador do evento, Marco Aurélio de Souza conta como ele surgiu: “A Invernada Cultural surgiu do desdobramento do projeto ‘Selo Lambrequim’ e o evento é a minha tentativa de fazer acontecer uma junção de diversas tribos culturais em um só lugar”, revela. Marco também conta que é vital que a cultura permaneça conectada e que os diferentes meios culturais se comuniquem entre si.

A noite foi finalizada com apresentações musicais. A banda Chave de Mandril deu início aos shows, trazendo a MPB moderna em faixas animadas, que valorizam a cultura brasileira, do norte ao sul. A última performance foi realizada pelo Tukumã, grupo que mescla diferentes estilos musicais, como a MPB e o rock psicodélico.

A Invernada Cultural se consolida como uma importante representação da arte pontagrossense ao integrar criadores, trazer visibilidade às produções alternativas e promover o acesso à cultura no município. A brasilidade e a liberdade criativa constroem a identidade do evento, que reúne poetas, artistas plásticos, músicos, entre outros artistas em um só local, e valoriza a diversidade cultural presente em Ponta Grossa.

Texto: Ana Luísa Runho e Maria Eduarda Almeida

Fotos: Ana Luísa Runho e Maria Eduarda Almeida

Revisão: Gabriela Denkwiski

Supervisão: Elaine Barcellos de Araújo

 

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