O grupo curitibano apresenta pela primeira vez sua obra em Ponta Grossa
Na última quinta-feira (24), o Festival de Teatro Prosiá, recebeu no Sesc Estação Saudade a peça “Historieta”, história narrada por Cleo Cavalcantty e interpretada por ela e Fernando Meira, que utilizou diversos recursos na produção como o teatro de bonecos, sombras, mímica e contação de história. Escrito por Cleo Cavalcantty e Dico Ferreira, o espetáculo que se inspira na estética de Tim Burton, apresenta o Marcel, um jovem que se diverte caçando borboletas, até que encontra uma bela borboleta que ele não deseja capturar e acaba por torna-se sua amiga e ambos passam os dias se divertindo.
Após dias de brincadeiras, o garoto encontra sua amiga fraca, não conseguindo nem alçar voo; o menino vê uma jovem indo na direção de sua companheira, o rapaz sabe quem é aquela pessoa, será ela quem levará sua amiga para outro lugar e com isso ele chora, um choro tão verdadeiro, tão comovente que a moça decide mudar o destino e traz a borboleta à vida e assim junta-se às aventuras dois, mas tudo tem um preço e o preço foi o caos, trazendo a anormalidade para a vida de Marcel, o ambiente que antes era confortável e a calmo se tornou caótico e sufocante e a única forma de acabar com isto era deixando tanto a borboleta quanto a garota seguirem o curso da vida.
A atriz, produtora, escritora e contadora de histórias, Cleo Cavalcantty, de 47 anos, conta que, em 1985, conheceu o grupo de teatro Ponto de Partida, grupo no qual se profissionalizou, foi até sua escola e ali teve seu primeiro contato com o teatro. “Isso foi um disparador, porque a sensação foi de conforto e acolhimento, que naquele momento eu decidi que era isso que eu queria fazer na vida, ainda que não soubesse o nome que tinha”, afirma.
Cavalcantty conta que Tim Burton é um dos seus diretores favoritos por dizer que existe um caminho para quem é desajustado, sendo a principal referência para a obra “Toda aquela estranheza me trouxe um lugar de conforto, que tava tudo bem ser diferente, embora a gente não falasse sobre essas pautas. Então já era uma paixão por essa linguagem, a mesma paixão que o Fernando também tinha”. Com a casa lotada, a atriz agradece ao público que compareceu: “É sempre bom vir aqui, porque eu me sinto acolhida pelo público”, diz.
Além dessa apresentação, o festival recebeu no seu quarto dia o Projeto Motirõ, na Apam, e Ritalino e o Quinteto Incompleto, no Cine-Teatro Ópera. O festival continua até sábado (26), no qual ocorrerá a cerimônia de premiação no Melts Gastrobar na Avenida Bonifácio Vilela, 1335 - Centro.
Texto: Gabriel Vitório
Fotos: Gabriel Vitório
Revisão: Daniel Klemba
Supervisão: Paulo Rogério de Almeida





