O “Seminário de Feminização da Desigualdade”, realizado na noite de quarta-feira (12), na Câmara Municipal, debateu a femininização da pobreza e a necessidade de políticas públicas para mulheres que estão no mercado de trabalho. O Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remunerados, realizado em 2024, revela que as mulheres recebem 20,7% a menos que os homens em empresas que empregam 100 ou mais funcionários. Para discutir o cenário de desigualdade, o Coletivo Feminismo em Luta promoveu o seminário que faz parte da programação do 8M, conjunto de atividades realizadas pelo coletivo no mês de março, quando se comemora o Dia das Mulheres (8).
Lana Furtado, advogada, professora universitária e consultora empresarial, junto de Hanna Krüger, professora de Direito na Faculdade Anhanguera e mestranda da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), apresentaram a visão jurídica da desigualdade de gênero nas empresas.
A professora Lana palestrou sobre “Feminização da Desigualdade” e destaca que as concepções sociais sobre o papel da mulher são construções ultrapassadas. “É preciso ter consciência de que a forma que o mundo fala sobre as mulheres está equivocada e, além disso, temos que assumir a responsabilidade para mudar esse comportamento”, declara.
Hanna Krüger comandou o debate sobre a “Desigualdade de Gênero no Mundo do Trabalho”. Para ela, a desigualdade também se reflete na concepção familiar. “Nós estamos criando cidadãos; por isso, é importante criar indivíduos diferentes que compreendam as diferentes funções e construções sociais da sociedade”, afirma.
A programação do 8M começou no dia 06 de março com roda de conversa sobre Racismo e Violência Obstétrica. As atividades se encerram no dia 28, com Oficina de Pão Baguete, no Campus de Uvaranas da UEPG.
Texto: Karine Santos e Nathalia Stupp
Revisão: João Bobato
Supervisão: Paulo Rogério de Almeida
Fotos: Karine Santos (01-03) e Nathalia Stupp (04-05)