Mesmo com sete partidas de invencibilidade, Fantasma deixa G-6

 

No último sábado (26), às 16h30, Operário e Ceará disputaram a 30ª rodada da Série B do Brasileirão, durante uma tarde em que o sol castigava o gramado. O jogo empatou por 2x2 e o Fantasma, que antes estava em 5° lugar, desce para o 8° com 48 pontos, novamente caindo do G-6, enquanto o Ceará permanece em 15° lugar, com 36 pontos.

Mesmo com quase 10 posições de distância, os dois times estão na mesma ladainha, em uma fase de efeito sanfona entre vitórias e empates.

O jogo iniciou com Boschilia abrindo o placar aos 9 minutos. O Operário teve controle da bola durante boa parte do primeiro tempo, nos primeiros 45 minutos estava mais organizado, eficiente e confortável com a vantagem e ainda teve uma bola na trave com Berto aos 43.
Na volta do intervalo, o time da casa ampliou aos 15 minutos com Caio Dantas. O time tinha o jogo encaminhado, momento esse em que Luizinho Lopes, treinador do Operário, substituiu os autores dos gols. Porém, o Ceará mudou a postura e passou a ocupar mais o campo ofensivo e fizeram o Operário recuar. Dessa forma, aos 23 minutos, o Ceará marcou um gol com o camisa 8, Matheus Araújo.
Mesmo com o placar em 2x1 para o Operário, o time de Vila Oficinas não conseguiu sustentar a vantagem e estava com menor capacidade de manter o Ceará longe da própria área, sofrendo cada vez mais pressão. O empate veio aos 34 com uma cobrança de escanteio. Luiz Otávio desviou de cabeça e Vina completou para as redes. Na hora, o árbitro marcou falta de ataque, mas após a análise do VAR, o mesmo confirmou o gol para o visitante.
Herbert Müler, engenheiro, comenta que o desempenho dos jogadores entre o primeiro e segundo tempo teve uma grande diferença para cada time. “O Vina, do Ceará, que entrou no segundo tempo mudou o jogo deles, ele é um jogador que já jogou Série A e é bem diferenciado.” Herbert analisa a possibilidade de substituição mais tardia do técnico, visando a vitória do time. “Acredito que se o Luizinho não tivesse feito aquela substituição naquele momento, talvez um pouco mais tarde, poderia ter dado certo e talvez saíssemos com uns 3 pontos hoje”.
Danielly Regina Sautchuk Moro, secretária da UEPG e torcedora do Operário, relata que o time sempre esteve presente na sua vida. “Posso dizer que nasci dentro do estádio. Acompanho o Operário desde que me conheço por gente. Meu pai jogava no amador que hoje é conhecido por ser base no clube. Nasci e me criei na famosa Curva do Diabo”. A torcedora também comenta sobre a expectativa que tinha quando chegou no estádio: “A expectativa é sempre de vitória, mas estamos há 7 jogos sem perder, isso é o mais importante”.
Edenilson Dzievieski, motorista, expressa a frustração com o resultado do jogo analisando a forma como o Operário iniciou. “Hoje foi um jogo meio termo, o time já jogou melhor em casa comparado com o placar que estava e eles não conseguiram segurar, ocasionado o empate, então o time se perdeu um pouco no jogo hoje”.
Para a torcida, a razão do desmoronamento do time após o segundo gol era clara e Aroldo José Lohm, empresário, expressou em poucas palavras a conclusão coletiva. “Acho que o nosso técnico mexeu errado e isso fez que o time perdesse produção e que o Ceará crescesse no jogo”, lamenta. Em coletiva, Luizinho explicou que as alterações não foram para segurar a vantagem, mas sim porque os atletas pediram para sair por desgaste físico e explicou caso a caso. “Fizemos quatro substituições porque os jogadores pediram para sair. O Berto pediu para sair, Boschilia fez sinal para sair, Caio Dantas teve cãibra nas duas pernas e [...] teve o caso da lesão do Maxwell”, relata.
Por fim, o treinador do Fantasma ainda vê com bons olhos o resultado final, mesmo com todos os percalços com a condição física dos atletas. “Nós fizemos por merecer os 2 a 0 e eles fizeram por merecer buscar o resultado. A gente construiu os dois gols com a qualidade que o nosso time tem. Esse tipo de jogo, enquanto treinador, são os que mais me preocupam, porque o jogo nunca está ganho. Estamos em um momento crítico de alguns jogadores voltando, outros de lesão, então é muita coisa para pensarmos de maneira rápida”, completa.
Para Daniel Paulista, treinador do Ceará, o resultado é excelente dada a distância da viagem e a força do Operário em casa. “O Ceará se provou uma equipe que não desiste em nenhum jogo. É um posto conquistado pela força do elenco. Não é fácil vir aqui. O Operário aqui é muito forte. A torcida vem junto”, exclamou.
O Vovô teve um primeiro tempo abaixo do necessário e começou a partida novamente tendo que correr atrás do resultado, enquanto o Fantasma fez o oposto: a equipe foi mais eficiente no início, mas no segundo tempo deixou o Ceará entrar no jogo até a vantagem desaparecer.
O próximo confronto do Ceará é contra o Avaí, na manhã de sábado (3), em casa. Já o Fantasma enfrenta o Juventude no Rio Grande do Sul na noite de sexta-feira (2).

 

Texto: Emanuelle Nunes e Matheus Fornazari
Revisão: Juliane Goltz
Supervisão: Paulo Pessôa Neto
Fotos: Emanuelle Nunes (01-07) e Matheus Fornazari (08-14)

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