Quem passou pelo centro de Ponta Grossa no último fim de semana, percebeu ruas com cones e sinalizações. Na noite do sábado (23) e amanhecer do domingo (24), centenas de atletas participaram da Maratona Internacional de Ponta Grossa em suas diversas distâncias, de 3km até a maratona completa, com 42 km.
Na noite gélida, nem a baixa temperatura tirou o ânimo dos corredores. Sandra Ribeiro Dias, atendente, foi motivada a fazer os 7 km em uma hora. Ainda na sua segunda corrida, Sandra entende que uma prova como essa afeta todas as áreas do indivíduo. “Pega a questão mental, física principalmente, e psicológico também. Acreditar que vai conseguir”, diz Sandra.
Já o olhar de Yan Felipe Rodrigues dos Reis, administrador de empresas, era profissional. Já com algumas provas no currículo, a meta foi definida seis meses atrás: concluir os 7 km em 35 minutos. “Essa corrida é um marco para entender que é possível evoluir e atingir as metas desde que tenha dedicação e disciplina”. A preparação de Yan se deu com bastante treino, alimentação regulada e descanso nos momentos certos. “A mente tem que estar alinhada para chegar e entregar a performance que o corpo foi programado para entregar”, completa.
“Quando você tá correndo, você não pensa em nada, só pensa em sobreviver”. A frase de Karine Carvalho ressalta mais a importância da saúde mental. A funcionária pública afirma que “esportes de alta intensidade são muito mais desafiadores para a mente do que para o corpo". Natural de Maringá, Karine corre há 15 anos e queria completar os 7 km em 42 minutos.
O percurso dos 3 km começava na Biblioteca Municipal, contornava o Restaurante Popular, seguia pela avenida Silva Jardim até o Colégio Positivo, descia pela rua Ermelino de Leão até a finalização do trajeto, na Biblioteca. Para os corredores do 7 km, o trecho até o Colégio Positivo se estenderia até o fim do parque linear, voltaria pela avenida Visconde de Mauá, até a Ermelino de Leão.
Após todas as batalhas individuais pelos trajetos, a chegada se torna o fim de um capítulo para cada um. Seja um degrau na evolução como atleta ou uma grandiosa conquista para uma pessoa. Cruzar a linha de chegada é acompanhado de um alívio e sensação de dever cumprido. Um rapaz deu um último gás para beijar a amada logo depois de fechar seu tempo. Um grupo de senhoras terminou a corrida e se abraçaram de forma emocionada. A festa de cada um era visível, mesmo no frio daquela noite.
Texto: Matheus Fornazari
Fotos: Matheus Fornazari
Revisão: Emanuelle Nunes
Supervisão: Alexandre Costa





