Elias foi o herói da conquista em partida contra o Maringá
Operário vence o Maringá nos pênaltis pelo placar de 5x4, após empate no tempo normal do jogo em 1x1. A estrela, deste sábado (29), no Germano Krüger, foi o goleiro Elias, ao agarrar o último pênalti cobrado pelo adversário. A conquista do Campeonato Paranaense de 2025 marca o segundo título estadual da história do Fantasma. O primeiro foi conquistado em 2015. Desde então, o time não chegava a uma final.
O primeiro tempo da grande final foi equilibrado, com o Operário pressionando a equipe visitante já nos minutos iniciais. Porém, o Maringá equilibrou a partida e criou boas chances de gol, até com bolas no travessão. Aos 37 minutos, Matheus Moraes abriu o placar pelo Maringá, após receber bola de Léo Ceará. Com 40 minutos de jogo, o juiz assinalou pênalti, após Max Miller tocar com a mão na bola dentro da área. O atacante Vinicius Mingotti assumiu a responsabilidade e empatou o jogo para o Fantasma, após bater forte no canto esquerdo do goleiro Dheimison.
Na segunda etapa, a partida continuou equilibrada. Os dois times não criaram muitas oportunidades ou perigo à meta adversária. Apenas no final do jogo Elias fez um verdadeiro milagre ao defender o cabeceio de Max Miller e manter o time de Vila Oficinas vivo na final. Em seguida saiu dos pés de Boschilia a chance de sacramentar o título ainda no tempo regulamentar, porém o jogador não aproveitou a oportunidade e mandou a bola por cima do gol. Fim dos 90 minutos, 1 a 1. E o confronto seria resolvido na disputa de penalidades. Nas cobranças de pênaltis todos os jogadores do Operário converteram, até que na quinta cobrança do Maringá brilhou a estrela de Elias, que caiu para o canto esquerdo e defendeu a cobrança de Ronald. Aí foi a festa da torcida. O Operário conquistava pela segunda vez o paranaense. A festa que começou no campo foi para as ruas de Ponta Grossa
Rodrigo Galvão Ribeiro acompanhou a campanha do Fantasma e narra o sentimento de torcedor com a quebra do tabu de 10 anos sem título estadual. “Nenhum dos títulos que o Operário ganhou foi no Germano. O roteiro de hoje foi sensacional. Esse elenco merecia”. Ribeiro tem esperança no acesso ao Brasileirão Série A e exalta o trabalho do treinador alvinegro. “Ano passado embalamos no final, esse ano acredito no acesso. O Bruno Pivetti é o cara”, comenta.
Em coletiva, o técnico do Fantasma, ressaltou o equilíbrio entre as duas equipes. “Foi um grande jogo, o Maringá abrilhantou mais a nossa conquista”. E aproveitou o momento para mandar um recado, “A torcida pode esperar ainda mais trabalho. Vamos aumentar nosso nível competitivo na série B e conseguir os resultados que queremos”, afirma.
O treinador do Maringá, Jorge Castilho, falou da campanha de sua equipe e “do sentimento de tristeza pelo vice-campeonato”. Sabemos da força que o Operário tem aqui. Foi uma partida digna de final. Agora nos resta erguer a cabeça e traçar nossos objetivos na Série C e na Copa do Brasil. Castilho explicou as substituições no final da partida. “Tanto o João Gabriel, quanto o Júlio Rodrigues apresentaram melhor desempenho nos treinamentos. Se tivesse dado certo, eu era herói, mas não deu. Sabia do risco”, esclarece.
O Fantasma foi a campo sob o comando de Bruno Pivetti com: Elias, Diogo Matheus, Allan Godoi, Joseph (c), Gabriel Feliciano, Fransergio, Neto Paraiba, Boschilia, Allano, Rodrigo Rodrigues e Mingotti. No decorrer da partida entraram: Índio, Cristiano, Daniel Amorim, Jean Lucas e Jaime Giraldo.
Já o Maringá entrou em campo com Dhemison, Raphinha, Tito, Ronald, Miller, Buga, Rodrigo Santos, Léo Ceará, Matheus Moraes, Negueba e Maranhão. No segundo tempo, o treinador Jorge Castilho colocou em campo Bruno Cheron, Vilar, Roberto, Júlio Rodrigues e João Gabriel.
O próximo compromisso do Fantasma agora é na estreia da Série B. Já na próxima sexta-feira (04) enfrenta o Criciúma, no estádio Heriberto Hülse. O Maringá, por sua vez, vai a campo contra o Guarani, pela primeira rodada da Série C, no dia 15 de abril, no Estádio Brinco de Ouro.
Texto: Daniel Klemba e Matheus de Lara
Revisão: Ana Beatriz de Paiva
Supervisão: Carlos Alberto de Souza
Fotos: Daniel Klemba (01-10) e Matheus de Lara (11-20)